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12 de abril de 2012

Ser mineiro é...




Mineiro come quieto,
Briga calado
Mas é esperto.
Mineiro adquire as informações na segurança do silêncio,
Mineiro nasceu do vento,
Comendo goiaba com queijo,
Correndo na poeira,
Pé preto.
“Esse menino não tem jeito!”.

Mineiro paquera,
Se entrega,
Adora um esfrega-esfrega.
Mas mineiro que é mineiro
É sincero, verdadeiro.
É espontâneo
Fala uai,
Sô,
Tem comadre, compadre.

Mineiro não é complexo,
É calmo
Fala pausadamente
Assim todo mundo entende.
Mas evita repetição...
Tem preguiça
Mas quando é necessário agiliza.

Ser mineiro é simples:
Ser nascido nas Minas Gerais
Mas nunca ter visto diamante,
Nem ouro
E muito menos prata.
Ser mineiro em si, já é tesouro
Ser paciente e conquistar calmamente a todos!

8 de abril de 2012

A noite




Ah, a noite...
Assassina e sucessora do astro-rei,
Tutora do encanto e do fascínio,
Mãe do mistério e do encanto,
Depositório da Lua e das estrelas.

Noite.
Ah, a noite...
Jaz em mim o seu sentido puro
Sou amante
E dos amantes a noite é feita
Sua escuridão a tudo tapeia,
Tapa,
Esconde.
Noite das cores da morte nascida.
5 de abril de 2012

Fiel a mim mesmo


Sou capaz de suportar um furacão
A verdade é que também sou um tufão,
Disfarçado da sutileza de uma brisa
E na escuridão da noite é que se exalta a minha força.
Sou sutil, mas isso não é sinônimo de fraqueza.


Também sou dramático
E fiel.
E a minha fidelidade nunca vai ser um defeito
Pois sem ela a brisa vira vento
E sutil é o meu jeito.
Sou um furacão de águas submersas,
Se você não mergulhar não me enxerga:
A minha força é sutileza, não se esqueça.

Sou uma metáfora viva
E a verdade é que cada dia é uma lição
E um tufão arredio
Ensinou-me a entrar na frente de um vagão em movimento.
Sua fuga fez com que a minha brisa ganhasse a força do vento.

Etéreo,
É o que sou.
Sutil,
É o que nunca deixarei de ser.
Fiel a mim mesmo,
Sim, agora sem medo...
3 de abril de 2012

Das Coisas Que Vejo

Talvez vocês possam me achar extremamente pessimista ao dizer o que irei dizer, mas é uma coisa que constato quando paro e penso: duvido muito que um dia que a homofobia acabe! Sim, é o que eu acho. A homofobia é uma coisa cultural. O "viado" é uma figura popular, o companheiro inseparável do negão e do português burro das piadas brasileiras. Faz parte da cultura ensinar os meninos a se portar como homens e a temer não ser tidos como homens. A homofobia é a companheira inseparável do machismo. E o machismo tá aí, às vezes escondido, às vezes gritante. Às vezes subentendido, às vezes escrito em letras berrantes. A homofobia faz os homens se tornarem mais machos. Falo por experiência própria. É um tal daquele grupinho metido a macho gritar viadinho, bicha, boiola. A homofobia faz parte da "moral e dos bons costumes". A homossexualidade causou a queda de Sodoma e Gomorra, os homossexuais são condenados ao inferno, ao fogo perpétuo. E depois disso tudo ainda existem os idiotas gays felizes que ainda falam que o mundo é gay. DE ONDE? Será que essas pessoas saem desse gueto gay, com baile gay, festa gay, casa gay, roupa gay, moda gay? (Fiquei sabendo que existe até LIVRARIA gay!). Essas pessoas leem jornais, assistem televisão? A verdade é que esses mesmos já adotaram um estilo de vida excluído. Vivem em seu próprio mundo: são as amigas bichas, que saem juntas pra balada gay, fazem compras no shopping gay e pegam os bofes (geralmente algum machão que se aproveita das gays e ainda se acha machão. Não deu o cu, porque ele seria viado?).
2 de abril de 2012

Ritual Bem Preparado



"The Greek Key" 2003
acrylic on canvas, 36" X 48"

Em um ritual bem preparado,
Tudo foi muito bem pensado.
O sorriso é espontâneo, mas recatado
E tímidos é como acabamos sendo denominados.
Faz parte do jogo tratar bem e ser bem tratado
E assim, também somos denominados educados.

O jogo acaba se a ordem não é seguida:
A educação é parte do jogo pra uma inteira conquista,
Pois nos afugenta a grosseria.