Eu o aceitei com todos os seus defeitos, com todas as suas
manias, com todas as suas desorganizações. Achei que, com o tempo, seria
possível mudá-lo, moldá-lo do jeito que eu queria. Comecei a pesquisar sobre o
amor já que nunca havia parado pra pensar muito sobre o assunto. Me vi em meio
a um impasse... Todos os livros que Rafael tanto gostava, todos os romances de
amor, eram livros sobre o amor entre uma mulher e um homem. Então comecei a ver
o quanto a minha lógica havia me deixado alienado, preso em um mundo só meu...
Comecei a lembrar da bibliotecária e seus príncipes imaginários, lembrei de
minha mãe abandonada por meu pai, lembrei dos namorados na praça, menino e
menina. Pense o que quiser, mas sempre foi muito natural em mim que reparasse
mais em garotos do que garotas e, como não ia muito adiante, nunca havia parada
para pensar nisso. Aliás, nada que se referisse a amor me era convidativo.
7 de fevereiro de 2012
Lógica Abandonada - Parte II
Author:
Guilherme Freire
Label:
amor,
conto,
lógica,
relacionamentos,
sentimento
6 de fevereiro de 2012
Lógica Abandonada - Parte I
Madrugada de domingo. O tique-taque do relógio martela em
minha mente e eu fico cada vez mais confuso. Não gosto de me sentir confuso,
gosto de organização, gosto de disciplina, gosto de estantes etiquetadas,
separando os livros por assuntos devidamente, perfeitamente. Mas já não é
possível eu separar os livros, já não é possível etiquetar as estantes... As
estantes da minha memória estão despencadas, já não há madeira sobre madeira e
os livros das minhas lembranças estão esparramados e eu não consigo mais lembrar
onde colocá-los. E tudo isso por causa de alguém que acaba de me abandonar...
Sim! Eu, que costumava gritar para quem quisesse ouvir que
não queria relacionamentos e que nunca teria meu coração partido. Eu, que me
gabava por ter o coração mais frio. Eu acreditava que não possuía sentimentos e
tudo mudou de uma forma tão rápida que já não há mais estruturas. Como já dizia
Shakespeare um dia a gente aprende. E como aprende! Às vezes de uma forma muito
cruel.
Author:
Guilherme Freire
Label:
amor,
conto,
lógica,
relacionamentos,
sentimento
3 de fevereiro de 2012
Quem me dera tu aqui
Quem me
dera...
Quem me
dera pudesse te ter
E em
seus abraços meus suspiros encolher
Quem me
dera te possuir
E também
ser sempre teu
Sempre
que eu fosse necessário a ti
Quem me
dera...
Quem me
dera nossas brincadeiras reais
Sem essa
enorme distância mais
Se antes
mantinha dúvidas sobre ti
Que,
confesso, acho que não tinha
Agora a
confusão não está mais aqui.
Ter-te
perto de mim é certeza minha.
Mas não
quero bancar o possessivo
E sei
que tu, que preza tanto a liberdade,
Não
gosta disso
Então
continuemos nesse nosso não-compromisso
Mas
saiba que te amo, e muito!
Meu
amigo mais que amigo.
Author:
Guilherme Freire
Label:
amigo,
amor,
liberdade,
sentimento
2 de fevereiro de 2012
Minhas inseguranças
Se eu soubesse o peso da expressão "é preciso amar a si mesmo antes de amar alguém" eu já teria corrido atrás de amor próprio, de auto-estima ou como quer que seja chamado o valorizar o que temos, e o faria só para não perdê-lo. Ficou tão claro agora que nem todo o amor do mundo seria suficiente para derrubar as minhas inseguranças...
Author:
Guilherme Freire
Label:
amor,
insegurança,
sentimento




