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12 de junho de 2017

O colecionador de estrelas


Ele colecionava estrelas. Estrelas são essas coisas que brilham e ofuscam os olhos. Outras vezes se movem e as pessoas juram que elas caem do céu. Enfeitam a escuridão e iluminam as horas sombrias. São fonte de poesias e musas inspiradoras. As nuvens tapam sua luz, mas não escondem o seu brilho. Mesmo a Lua, em todo o seu esplendor, só faz refletir o seu iluminar. 

Ele havia sido a estrela da vida de alguém. As pessoas não se esquecem das estrelas e eis que não se esqueceriam dele, mesmo que andasse por aí com a pretensão de não querer se apaixonar. Tinha a ousadia de não se envolver. Quando todos queriam ser estrela, ele queria a calma de um céu preto. Ele já havia sido a estrela na vida de alguém. Sabia, com a certeza brilhando nos olhos, que ser estrela é um trabalho de muita responsabilidade. 

Ele colecionava estrelas. Estrelas são essas coisas que brilham e ofuscam os olhos. Apertam e enternecem o coração. Têm o calor das mãos que seguram outras mãos e andam, mãos dadas, lado a lado. Fazem cafuné nos cabelos e dormem de conchinha para aquecer nos dias frios. Esquentam o corpo, pele na pele. São portos seguros. Enfeitam a escuridão e iluminam as horas sombrias. São fonte de poesias e musas inspiradoras. Os dias ruins tapam sua luz, mas nunca escondem o seu brilho. Outras vezes se cansam e as pessoas juram que elas acabam. Mas mesmo o fim, em todo o seu esplendor, só faz refletir o seu iluminar. Estrelas nunca morrem. Explodem em lembranças de amor. 
24 de dezembro de 2015

Epifania


- Então é Natal, certo?
                Ele colocou a comida na mesa. Não escutava nada, porque estava com os fones de ouvido. Contou os assentos e pegou os talheres e os pratos.
                - Então é Natal! – suspirou.
                - Foi o que eu acabei de falar.
                Seu olhar estava distante, mirando fixamente em um ponto específico.
                - O quadro está torto...
                Não se moveu. Seus pés doíam, suas pernas estalavam de cansaço e seus braços não agüentariam fazer mais força. Ficou assim, como estava. Imóvel. Ninguém se importaria. A comida iria acabar e ele ainda estaria com fome.
                - Você está bem?
                - Você é um idiota!
                Virou-se, bruscamente. Puxou a toalha de mesa e ouviu o barulho ensurdecedor de pratos, taças, tigelas e porcelanas quebrando. Abaixou-se e jogou pedaços do peru na parede. O marido, ainda mais branco, estava perplexo. Não ousava se mexer. Tão previsível.
                - Você é um idiota!
                Pegou os pedaços da melancia e saiu, batendo a porta ao passar. Devorou, um a um, enquanto andava apressado pela rua iluminada pelas luzes de pisca-pisca. Bateu na porta de uma casa vizinha a sua e foi atendido por um homem alto, moreno, cabelo curto e encaracolado, peito peludo e um sorriso encantador. Não esperou ser convidado. Agarrou o vizinho e o beijou, longamente, desesperadamente. Ele fechou a porta com um pontapé e saboreou o gosto de melancia com seus lábios experientes, acostumados a beijar aquela boca. Seus braços jogaram-no no sofá e ele tirou sua bermuda. A visão daquele corpo moreno deixou ele sedento. Seu olhar encontrou os olhos castanhos do vizinho e os dois sorriram, maliciosamente.
                - Cansou do marido?
                - Ele é um idiota. Natal com ele não tem emoção.
                O vizinho sorriu. Amaram-se e comeram toda a comida. Com o outro sempre sobrava. Deitaram um no outro e conversaram horas. Com o outro sempre acabava em sono.
                - Trouxe melancia.
                - Então é Natal, certo?
                Dessa vez ele escutou. Sorriu. Os dois se entendiam.
                - Se ficar aqui podemos dormir de conchinha.
                - Eu sei que você gosta, mas amanhã eu vou embora.
                - Ok. Eu sei que você volta.
                - Eu sempre volto.
                Suspirou, com a barriga cheia.
                - Então é Natal!
23 de dezembro de 2014

Insônia



Tudo está rodando. As minhas mãos tremem. A sensação não é tão ruim. Inebriante. Estimulante. Eu poderia continuar até a eternidade fazendo isso... Com você. Não com esse qualquer que faz estas caretas idiotas. Empurro a cadeira. Chuto a mesa. Pego as minhas roupas no chão. Abro a porta. Olhando para um ponto fixo na parede da sala, grito: “Sai daqui!”. Não tenho tempo pra explicações. Ou talvez isso tudo se passa na minha mente. Porque continuo lá, entre um orgasmo fingido ou desejado. Efêmero, em ambos os casos. Coloco a minha cueca e finjo escutar tudo o que o outro fala. Palavras, palavras, palavras. Como se eu me importasse. Como se algo realmente importasse.





“Que nome estranho!”. Vejo a foto dele no celular. Um chapéu na cabeça, moreno, um sorriso de tubarão na rosto. “Bonitinho”. “Você vai adorar ele, Gui!”.

Um beijo sufocante. Suas mãos percorriam e apertavam o meu corpo. Eu não resisti e comecei a percorrer todas as suas curvas. Detive-me nos botões da sua camisa e no zíper da sua calça, meus lábios sufocados nos seus. Um calor abrasador. E então...

"Você é vegano, né?". Olhei pra janela. O sol iluminava lá embaixo. Olhei pra ele e sorri. "Não, por que?". "Sei lá. Achei que você fosse". Sim, eu vegano e ele comprou lasanha quatro queijos. Sorri baixinho, lembrando da noite anterior e olhando o cara mais lindo do mundo cozinhando pra mim. 

Nós nos deitamos naquele chão frio. Exaustos. Eu me deitei em seu braço e ele me abraçou. Olhamos a janela. Por alguns minutos, o tempo para. A paixão nos preenche. Tudo o que importa é o calor dos seus braços.

“... E eu queria dizer que te amo”. Sorri, emocionado. O primeiro eu te amo. “O primeiro de muitos”, eu pensei. Guardei o meu celular e olhei para o infinito. A vida é mesmo muito boa. O sorriso insistia em continuar no meu rosto e eu não fazia nem um pouco de questão de tirá-lo.

 “Você aceita namorar comigo?”. Meu coração apertou, dentro do peito. Mesmo o seu hálito de álcool não quebrava a magia do momento. Mesmo a sua afirmação extremamente vergonhosa e constrangedora. Acho que eu balbuciei um ‘O quê?!?’. Eu me assustei, sem dúvidas. “Sim, eu aceito”. Você me abraça, na cama. Eu, o cabelo totalmente desarrumado e com a cara de quem acabou de acordar (literalmente) e você, bêbado, acabado, cara de quem acabou chegar de uma festa (literalmente).

“Esse está sendo um dos melhores carnavais”. Será? Porque o meu sim. Nós dois, aqui, sem ninguém. Eu, dentro dos seus braços. Dormindo e acordando com você. Passeando com você. Eu beijo você e dou um sorriso. “Tô com fome!”. Vou para a cozinha e, enquanto bebo água, olho fixamente para qualquer ponto e sorrio. A alegria não cabe dentro do peito. Como é bom amar!

“É sua!”. Eu seguro a minha respiração. Eu havia prometido que não usaria, mas aquela aliança era tão linda. Eu olhei pra ele e o abracei. Tudo tão perfeito. O melhor namorado do mundo.

“Nossa, essa mulher demorou demais!”. Meu coração a ponto de sair do peito. Finalmente. Meu namorado, conhecendo a minha família. Eu observo atentamente a reação da minha mãe. Ela sorri e o abraça. Minha vó, querida, amada. E, então, minha tia. “Finalmente!”. São amigos de infância. Tudo como em meus melhores sonhos. Esboço um sorriso de canto, talvez imperceptível. Talvez não.

“Eu sei que você quer que eu coloque a minha camisa azul”. Não queria assumir, mas realmente. Ele deixa a camisa desabotoada. Não falo nada. Mas ele está lindo. Esboço um grande sorriso. No final da noite, eu coloco a minha cabeça em seu ombro e escuto ele cantar Elis Regina. Todos felizes. Inclusive eu.

“Ele adora jogar na minha cara que eu não gosto dele, mas sabe como ele me pediu em namoro?”. Adoro ver a reação dos seus amigos quando falo isso. Eles sempre entram pro meu time. E com as duas não foi diferente. O moço não foi diferente. Mas eu gostava de ver como ele me abraçava, orgulhoso em dizer que eu era seu. Eu sempre me encolho naquele abraço e dou um sorriso. Este é o papel que eu nasci para interpretar.

“Me desculpa, amor. Eu fui um idiota. Me desculpa, por favor”. Foi só eu chegar em casa e vi a mensagem. Chorei muito. Mas o trajeto foi o suficiente para eu esquecer todas as mágoas. Eu gosto dele demais para ficar magoado por causa de uma briga. Claro que desculpo. Uma, duas, mil, um milhão de vezes. Ele me ama. E eu amo ele desesperadamente.

“Volta essa música, amor. É, essa mesmo!”. A música linda. Parece que eu já ouvi antes. Ela me lembra algum daqueles filmes da minha infância. Eu me deito em seus braços e ouvimos aquela música inteira, juntos. Eu não consigo deixar de sorrir. “É essa a nossa música, amor. Hymne a l’amour”.

“Espera só um minuto”. Vejo a rua, ao longe. Os carros passam. Risco o chão com o meu tênis. Será esta a nossa última vez. Treino o discurso que venho repetindo desde a última briga. Ele está com o casaco preto, sério. Lindo. E talvez, a partir de hoje não seja mais meu. Engulo as lágrimas. Vamos para a casa dele. No colchão, ele pergunta. Eu pergunto. E ele fala que é melhor não. Eu não quero que termine. Não quero. Não pode terminar assim. Ele olha pro chão. “Ok”. Eu o abraço. Ele me abraça. O seu abraço me sufoca. Minha boca procura a sua. Meu rosto procura o seu. Nossas mãos se unem. Sou dele novamente.

“Você tá dançando muitoooo!”. Ele está sorrindo, completamente bêbado. Nós dançamos loucamente. Saudades desses nossos beijos, nossos corpos entrelaçados e da falta de respiração que o tesão que eu sinto por ele me causa. “Tinha um cara olhando pra você”. Saudades desse ciúme besta. Eu não havia visto nenhum outro cara a festa inteira. Porque eu sou seu, meu bobo!

“Gui, eu já tô pronto”. Gui. Gui. Gui. O meu nome não sai da minha cabeça. Faz dois dias que ele não me chama de amor. Deve ser coisa da minha cabeça. Estou com a minha camisa branca, com o capuz cinza. Ah, ele não gosta dessa camisa. Coloco a minha camisa cinza, vermelha e preta. Desço o morro e ele está lá. Cara de cansado. Sem um sorriso. Trago a salada marroquina que a minha tia havia feito, junto com o presente dele. Ele vai adorar, tenho certeza. Ah, tenho que mostrar o vídeo da minha tia e da minha prima. Ele vai rir muito! Sorrio pra ele e ele me olha e esboça um sorriso ‘fake’. “Vamos almoçar. Preciso falar uma coisa com você depois”. Aconteceu algo. Eu me martirizo. O tempo não passa. Preciso saber o que é. Preciso desesperadamente saber o que é. E a hora chega. Ele só pode ter me traído. Não tem importância. O importante é a sinceridade. Eu o perdoo. “Eu quero um tempo”. Ele não me quer mais. Meu mundo caiu.




Exclui mais uma vez o Tinder. Hesitante, exclui também o Scruff. Por via das dúvidas é melhor excluir o Hornet também. Olho pra estante. Ele não a viu. No guarda-roupa, o seu chapéu. O chapéu branco. Da primeira foto. Sem querer derrubo a caixa. E, lá no fundo, a aliança. Tiro e observo.


Troco os dias pela noite. Olho no relógio. Três horas da manhã. Aumento a música. “You're gone and I got to stay high All the time to keep you off my mind High all the time to keep you off my mind Spend my days locked in a haze Tryin to forget you babe, I fall back down Got to stay high all my life to forget I'm missing you”.
7 de março de 2012

Assim por acaso



Tudo começou por um acaso. Esbarraram-se na rua e, como eram educados, ambos pediram desculpas. Riram da sincronia. “Não deixou cair nada?”, perguntou um deles. “Não, acho que não”, disse o outro apalpando os bolsos do paletó. Despediram-se, foram embora pelo mesmo caminho. “Aqui, parceiro, não é por nada não, mas por acaso está me seguindo?”. “Que isso, meu camarada, tô indo pro trampo!”

Caminharam juntos, meio desconfiados um do outro. “Começo hoje”, disse o que ‘ia trampar’, puxando papo. “Não brinca? Eu também! Só falta dizer que vai trampar naquele mercado novo...” O camarada trabalhador para boquiaberto. “Somos companheiros de trabalho?” Seguem os dois, dando risada do acaso múltiplo.

Os dois trabalhando no caixa. Quando o movimento tava fraco dava pros dois conversarem. Alan era o nome do “camarada que ia trampar”, o outro era o Luís. “Mas pode me chamar de Luisinho”, disse, num desses papos cruzados.

Alan era o mais novo, jeito e palavreado de malandro, tatuagem de “Amor só de mãe” e barba por fazer. Reclamava do governo, dessa “maldita cidade solitária” e da falta de grana.
Luisinho era o mais velho, mais ressabiado e esperto também. Gabava-se de nunca ter sido passado pra trás. Era poeta nas horas vagas e isso lhe dava uma graninha por fora.

Os dois eram viciados em Nintendinho. “Sério? Achei que ninguém mais curtia!”, era o que o Luisinho pensava. “Que isso, brother. Nintendinho é meu vício! Qualquer dia passa lá em casa que eu tenho umas fitas da hora”.

E assim descobriram que curtiam o cabelo da princesinha, davam risadas das tartarugas e adoravam zombar do Bowser. Viraram companheiros. O aluguel do Luisinho tava caro, o apê do Alan era grande: resolveram morar juntos.

Daí começaram as brigas. Alan era folgado, Luisinho espaçoso e assim os defeitos iam aparecendo. O Luisinho, dia desses, resolveu matar a saudade da “loira” e depois do trampo foi pra um bar. O Alan não foi: tava quase matando o chefão da fita nova que compraram. Luisinha exagerou na bebida e chegou tarde, fazendo aquela bagunça. Alan ainda tava acordado, assistindo TV. E mesmo estando pra lá de Bagdá o Luisinho estranhou o filme esquisito. “Que isso, camarada? Isso não é homem beijando homem?” Alan desliga a TV, cara vermelha, tenta disfarçar falando que é mulher vestida de homem. “Filme americano é assim mesmo!”

Luisinho senta no sofá, pede pra ligar, nunca viu homem beijar homem, coisa mais esquisita. Alan liga, vê o amigo concentrado e confessa que já experimentou. Luisinho, mais pra lá do que pra cá, dá aquele amasso no amigo.

No outro dia, os dois acordam abraçados. No trabalho os dois não falam uma palavra um com o outro. Chegam em casa e repetem o “ato” e o “ato” vai virando rotina.
Luisinho confessa que tá xonado, nunca sentiu algo assim. Alan diz que já olhava o amigo com interesse já faz algum tempo.

Os dois se demitem mas continuam juntos. O Luisinho vira poeta das “horas ocupadas”, pois as horas vagas são só pro seu “chamego”. Alan entra na faculdade, quer ajudar a criar outros Marios, tartarugas e princesas pra unir mais viciados em videogame. Agora faz a barba e tem um moicano vermelho (só pra ser seu Yoshi, camarada, diz ele pro Luisinho) e virou muso oficial do poeta.

E assim, por acaso, saem os dois de mãos dadas. Andam no shopping da ex “cidade solitária”, pra onde foram pra fugir do preconceito e dos olhares furtivos das pessoas da cidade onde os dois nasceram. 
7 de fevereiro de 2012

Lógica Abandonada - Parte II




Eu o aceitei com todos os seus defeitos, com todas as suas manias, com todas as suas desorganizações. Achei que, com o tempo, seria possível mudá-lo, moldá-lo do jeito que eu queria. Comecei a pesquisar sobre o amor já que nunca havia parado pra pensar muito sobre o assunto. Me vi em meio a um impasse... Todos os livros que Rafael tanto gostava, todos os romances de amor, eram livros sobre o amor entre uma mulher e um homem. Então comecei a ver o quanto a minha lógica havia me deixado alienado, preso em um mundo só meu... Comecei a lembrar da bibliotecária e seus príncipes imaginários, lembrei de minha mãe abandonada por meu pai, lembrei dos namorados na praça, menino e menina. Pense o que quiser, mas sempre foi muito natural em mim que reparasse mais em garotos do que garotas e, como não ia muito adiante, nunca havia parada para pensar nisso. Aliás, nada que se referisse a amor me era convidativo.
6 de fevereiro de 2012

Lógica Abandonada - Parte I


Madrugada de domingo. O tique-taque do relógio martela em minha mente e eu fico cada vez mais confuso. Não gosto de me sentir confuso, gosto de organização, gosto de disciplina, gosto de estantes etiquetadas, separando os livros por assuntos devidamente, perfeitamente. Mas já não é possível eu separar os livros, já não é possível etiquetar as estantes... As estantes da minha memória estão despencadas, já não há madeira sobre madeira e os livros das minhas lembranças estão esparramados e eu não consigo mais lembrar onde colocá-los. E tudo isso por causa de alguém que acaba de me abandonar...

Sim! Eu, que costumava gritar para quem quisesse ouvir que não queria relacionamentos e que nunca teria meu coração partido. Eu, que me gabava por ter o coração mais frio. Eu acreditava que não possuía sentimentos e tudo mudou de uma forma tão rápida que já não há mais estruturas. Como já dizia Shakespeare um dia a gente aprende. E como aprende! Às vezes de uma forma muito cruel.
10 de dezembro de 2011

Um sonho intenso de amor - Parte II



Eu fui me afastando, afastando até bater minhas costas na parede. E, vendo Saulo se aproximar, comecei a observá-lo mais detalhadamente. Seus olhos azuis eram o único ponto do seu corpo que irradiava calma e paz e eram eles que me faziam ficar imóvel, desejando que ele fizesse o que queria. Seus cabelos negros, rebeldes, combinavam perfeitamente com seu rosto. Aliás, a rebeldia do seu cabelo combinava perfeitamente com a aura de agitação que ele emitia. Usava brincos, tinha várias tatuagens espalhadas pelo corpo e usava vários colares e brincos. Tudo que um cara pacato e certinho como eu nunca faria. Ou talvez que não tivesse coragem de fazer. E, esperando a sua crescente aproximação, fiquei me perguntando por que não.
9 de dezembro de 2011

Um sonho intenso de amor - Parte I


Essa história veio porque, e apenas porque, a ficção romântica nunca foi um forte meu. Digamos que esse Jovem Poeta aqui é dono de um perfeccionismo que faz com que todas as histórias românticas, aquelas carregadas de sentimento e emoção, acabem indo para a lixeira. Mas eu mereço uma boa história de amor contada por mim. Nós merecemos, não é mesmo?

Um sonho intenso de amor


Como começa uma história de amor?
É o que eu me perguntava todos os dias até o dia em que eu encontrei o amor. Sinceramente, não foi algo real e, por se tratar de algo tão fantástico, não acredito em minha sorte até hoje. Tem dias em que eu acordo, olho para o lado e penso que ainda estou dormindo. Estou vivendo um sonho... E tudo começou não com um olhar, mas com um sorriso.