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25 de fevereiro de 2018

Divagações de uma Vênus em Virgem



Queria eu ter o olhar diáfano,
etéreo
e aberto de uma Vênus em Peixes,
que vê a alma
antes da matéria do corpo.

Imagine apaixonar-se iludidamente inconsciente
da sua própria ilusão?
Que loucura será enxergar o outro
por além da assimetria de 3,5 cm
entre as duas metades do seu rosto
e aquela mania irritante de não saber puxar assunto?

Ah...
Que sonho...
Que sonho não ter esse olhar calejado,
viciado em sobressaltar imperfeições,
e essa indisposição de diálogos vazios,
roteiros pré-definidos,
toques clichês e
rostos que não chamam a atenção.

Pense bem na sorte de uma Vênus em Libra
que se delicia em dar prazer,
sem refletir se a sua beleza combina com a minha,
ou se aquela toalha molhada em cima da cama
é reflexo do seu desleixo,
falta de tato ou, pior!
Será seu hábito?

Poxa,
Deve ser um alívio
não pensar em tudo isso.

Mas será que elas têm essa mania de ler os sinais,
Decorar seus hábitos, gostos e desgostos,
Essa insistência em embrulhar o presente
com laço vermelho, dourado e prata
porque no dia 25 de setembro você disse
que nunca ganhou um presente assim?

Será?

Que elas se dedicam a colocar três colheres de açúcar
no café da manhã,
dar bom dia, boa tarde e boa noite, religiosamente,
como quem leu naquela revista
que o amor, pra durar, pra valer, pra merecer,
tem que ser assim?

Será?

Que quando enfim se encontram,
mesmo sabendo dos defeitos,
mesmo consciente das imperfeições,
mesmo vazias em ilusões,
mesmo submersas na matéria da realidade,
elas têm a paixão pelos detalhes?
Pela cor reluzente da sua pele morena,
os olhos castanhos que brilham com mais afinco
no sol de fevereiro,
porque é o seu aniversário,
e o sorriso harmônico com seus 28 dentes perfeitamente alinhados.

Acho que não
Mas ainda assim...
Ah..
Que sonho...


23 de dezembro de 2014

Insônia



Tudo está rodando. As minhas mãos tremem. A sensação não é tão ruim. Inebriante. Estimulante. Eu poderia continuar até a eternidade fazendo isso... Com você. Não com esse qualquer que faz estas caretas idiotas. Empurro a cadeira. Chuto a mesa. Pego as minhas roupas no chão. Abro a porta. Olhando para um ponto fixo na parede da sala, grito: “Sai daqui!”. Não tenho tempo pra explicações. Ou talvez isso tudo se passa na minha mente. Porque continuo lá, entre um orgasmo fingido ou desejado. Efêmero, em ambos os casos. Coloco a minha cueca e finjo escutar tudo o que o outro fala. Palavras, palavras, palavras. Como se eu me importasse. Como se algo realmente importasse.





“Que nome estranho!”. Vejo a foto dele no celular. Um chapéu na cabeça, moreno, um sorriso de tubarão na rosto. “Bonitinho”. “Você vai adorar ele, Gui!”.

Um beijo sufocante. Suas mãos percorriam e apertavam o meu corpo. Eu não resisti e comecei a percorrer todas as suas curvas. Detive-me nos botões da sua camisa e no zíper da sua calça, meus lábios sufocados nos seus. Um calor abrasador. E então...

"Você é vegano, né?". Olhei pra janela. O sol iluminava lá embaixo. Olhei pra ele e sorri. "Não, por que?". "Sei lá. Achei que você fosse". Sim, eu vegano e ele comprou lasanha quatro queijos. Sorri baixinho, lembrando da noite anterior e olhando o cara mais lindo do mundo cozinhando pra mim. 

Nós nos deitamos naquele chão frio. Exaustos. Eu me deitei em seu braço e ele me abraçou. Olhamos a janela. Por alguns minutos, o tempo para. A paixão nos preenche. Tudo o que importa é o calor dos seus braços.

“... E eu queria dizer que te amo”. Sorri, emocionado. O primeiro eu te amo. “O primeiro de muitos”, eu pensei. Guardei o meu celular e olhei para o infinito. A vida é mesmo muito boa. O sorriso insistia em continuar no meu rosto e eu não fazia nem um pouco de questão de tirá-lo.

 “Você aceita namorar comigo?”. Meu coração apertou, dentro do peito. Mesmo o seu hálito de álcool não quebrava a magia do momento. Mesmo a sua afirmação extremamente vergonhosa e constrangedora. Acho que eu balbuciei um ‘O quê?!?’. Eu me assustei, sem dúvidas. “Sim, eu aceito”. Você me abraça, na cama. Eu, o cabelo totalmente desarrumado e com a cara de quem acabou de acordar (literalmente) e você, bêbado, acabado, cara de quem acabou chegar de uma festa (literalmente).

“Esse está sendo um dos melhores carnavais”. Será? Porque o meu sim. Nós dois, aqui, sem ninguém. Eu, dentro dos seus braços. Dormindo e acordando com você. Passeando com você. Eu beijo você e dou um sorriso. “Tô com fome!”. Vou para a cozinha e, enquanto bebo água, olho fixamente para qualquer ponto e sorrio. A alegria não cabe dentro do peito. Como é bom amar!

“É sua!”. Eu seguro a minha respiração. Eu havia prometido que não usaria, mas aquela aliança era tão linda. Eu olhei pra ele e o abracei. Tudo tão perfeito. O melhor namorado do mundo.

“Nossa, essa mulher demorou demais!”. Meu coração a ponto de sair do peito. Finalmente. Meu namorado, conhecendo a minha família. Eu observo atentamente a reação da minha mãe. Ela sorri e o abraça. Minha vó, querida, amada. E, então, minha tia. “Finalmente!”. São amigos de infância. Tudo como em meus melhores sonhos. Esboço um sorriso de canto, talvez imperceptível. Talvez não.

“Eu sei que você quer que eu coloque a minha camisa azul”. Não queria assumir, mas realmente. Ele deixa a camisa desabotoada. Não falo nada. Mas ele está lindo. Esboço um grande sorriso. No final da noite, eu coloco a minha cabeça em seu ombro e escuto ele cantar Elis Regina. Todos felizes. Inclusive eu.

“Ele adora jogar na minha cara que eu não gosto dele, mas sabe como ele me pediu em namoro?”. Adoro ver a reação dos seus amigos quando falo isso. Eles sempre entram pro meu time. E com as duas não foi diferente. O moço não foi diferente. Mas eu gostava de ver como ele me abraçava, orgulhoso em dizer que eu era seu. Eu sempre me encolho naquele abraço e dou um sorriso. Este é o papel que eu nasci para interpretar.

“Me desculpa, amor. Eu fui um idiota. Me desculpa, por favor”. Foi só eu chegar em casa e vi a mensagem. Chorei muito. Mas o trajeto foi o suficiente para eu esquecer todas as mágoas. Eu gosto dele demais para ficar magoado por causa de uma briga. Claro que desculpo. Uma, duas, mil, um milhão de vezes. Ele me ama. E eu amo ele desesperadamente.

“Volta essa música, amor. É, essa mesmo!”. A música linda. Parece que eu já ouvi antes. Ela me lembra algum daqueles filmes da minha infância. Eu me deito em seus braços e ouvimos aquela música inteira, juntos. Eu não consigo deixar de sorrir. “É essa a nossa música, amor. Hymne a l’amour”.

“Espera só um minuto”. Vejo a rua, ao longe. Os carros passam. Risco o chão com o meu tênis. Será esta a nossa última vez. Treino o discurso que venho repetindo desde a última briga. Ele está com o casaco preto, sério. Lindo. E talvez, a partir de hoje não seja mais meu. Engulo as lágrimas. Vamos para a casa dele. No colchão, ele pergunta. Eu pergunto. E ele fala que é melhor não. Eu não quero que termine. Não quero. Não pode terminar assim. Ele olha pro chão. “Ok”. Eu o abraço. Ele me abraça. O seu abraço me sufoca. Minha boca procura a sua. Meu rosto procura o seu. Nossas mãos se unem. Sou dele novamente.

“Você tá dançando muitoooo!”. Ele está sorrindo, completamente bêbado. Nós dançamos loucamente. Saudades desses nossos beijos, nossos corpos entrelaçados e da falta de respiração que o tesão que eu sinto por ele me causa. “Tinha um cara olhando pra você”. Saudades desse ciúme besta. Eu não havia visto nenhum outro cara a festa inteira. Porque eu sou seu, meu bobo!

“Gui, eu já tô pronto”. Gui. Gui. Gui. O meu nome não sai da minha cabeça. Faz dois dias que ele não me chama de amor. Deve ser coisa da minha cabeça. Estou com a minha camisa branca, com o capuz cinza. Ah, ele não gosta dessa camisa. Coloco a minha camisa cinza, vermelha e preta. Desço o morro e ele está lá. Cara de cansado. Sem um sorriso. Trago a salada marroquina que a minha tia havia feito, junto com o presente dele. Ele vai adorar, tenho certeza. Ah, tenho que mostrar o vídeo da minha tia e da minha prima. Ele vai rir muito! Sorrio pra ele e ele me olha e esboça um sorriso ‘fake’. “Vamos almoçar. Preciso falar uma coisa com você depois”. Aconteceu algo. Eu me martirizo. O tempo não passa. Preciso saber o que é. Preciso desesperadamente saber o que é. E a hora chega. Ele só pode ter me traído. Não tem importância. O importante é a sinceridade. Eu o perdoo. “Eu quero um tempo”. Ele não me quer mais. Meu mundo caiu.




Exclui mais uma vez o Tinder. Hesitante, exclui também o Scruff. Por via das dúvidas é melhor excluir o Hornet também. Olho pra estante. Ele não a viu. No guarda-roupa, o seu chapéu. O chapéu branco. Da primeira foto. Sem querer derrubo a caixa. E, lá no fundo, a aliança. Tiro e observo.


Troco os dias pela noite. Olho no relógio. Três horas da manhã. Aumento a música. “You're gone and I got to stay high All the time to keep you off my mind High all the time to keep you off my mind Spend my days locked in a haze Tryin to forget you babe, I fall back down Got to stay high all my life to forget I'm missing you”.
26 de julho de 2014

A dança da sereia

Eu a vi dançando e, instantaneamente, fiquei de pau duro. Ela rodava, girava, balançava os seus longos cabelos e rodopiava o seu vestido vermelho. Seu corpo tinha as curvas mais simétricas que eu já havia visto em minha vida. Sua bunda e seus seios empinados marcavam o seu vestido e enchiam os meus olhos. Eu babava, em cima e embaixo. Ela percebeu o meu olhar insistente e grudou os seus grandes olhos de jabuticaba nos meus. Sorriu maliciosamente. Segurou a sua saia e maneirou no vai e vem. Eu me senti constrangido. Um mulherão daqueles deixa qualquer macho de quatro. Ela sacou o meu constrangimento e parou de dançar. Como uma deusa, uma musa, aquela mulher maravilhosa se aproximou. Passo a passo. Seu corpo remexia, suas coxas quebrando num vai e vem gostoso, os seios, que seios!, balançando suavemente. Eu imaginei aquela mulher na minha cama e me lembrei do meu “parceiro”, animadinho demais na minha calça. Tentei disfarçar. Ela se aproximou e me puxou pelas mãos. Eu dançar? Ela estava louca. Mas mais louco estava eu por ela. Mesmo sem jeito eu topei. Ela colou seu corpo ao meu e, naquele momento, acho que tive um orgasmo. Fui ao céu e voltei. Ela sabia que estava me deixando completamente maluco. Ela pegou as minhas mãos e as colocou na sua cintura. Começou a rebolar. Loucamente. Lentamente. Deliciosamente. Seus olhos de jabuticaba estavam colados aos meus. Sua boca, contornada por um provocante batom vermelho, esboçava um sorriso de satisfação. Ela sacou o meu desajeito e maneirou na condução. Eu comecei a requebrar. Segui seus passos. Girei. Rodopiei. Rodopiamos. Giramos. Eu a beijei. Ela me beijou. Nós nos beijamos. Loucamente. Lentamente. Deliciosamente. Passeei por todo o seu corpo com as minhas mãos nessa dança louca e então eu descobri...

Eu dançava, linda e rica. Leve e solta. Femininamente livre. Rodava, girava, balançava os meus cabelos e rodopiava com meu vestido vermelho preferido. Estava cansada dos olhares dúbios e das risadas mal disfarçadas. Todos me olhavam, mas nenhum me interessava. Até eu vê-lo. Seus olhos seguiam o meu rodopiar com ávido interesse. Mal conseguia esconder o seu tesão. O volume em sua calça se destacava. Os seus lindos olhos verdes contrastavam com a sua pose de babão. Sorri. Segurei a minha saia e maneirei no vai e vem. Um bofe daqueles, alto, sarado, barba a fazer e olhos verdes? Não há mulher que se aguente! Ele estava visivelmente constrangido. Hesitei. Parei. Seus olhos me chamavam. Seus braços fortes, o seu grande peitoral e o maravilhoso abdômen definido marcavam a sua camisa branca e as suas pernas grossas aumentavam o volume, que volume!, em sua calça. Eu me imaginei em cima daquele homem, tendo-o somente para mim. Caminhei vagarosamente e os seus lindos olhos verdes acompanhavam cada movimento meu. Eu o puxei pelas mãos e colei seu corpo ao meu. Senti todo o “impacto” e tive múltiplos orgasmos. Fui ao céu e voltei. Ele estava louco por mim e eu louca por ele. Peguei as suas mãos e as coloquei em minha cintura, com uma grande esperança de que ele se comportasse bem e não estragasse aquela noite, colocando-as onde não devia. Eu comecei a rebolar. Loucamente. Lentamente. Deliciosamente. Seus olhos verdes estavam colados aos meus. Seu rosto ainda estava com a mesma expressão de satisfação misturada à perplexidade. Ele estava desajeitado. Eu maneirei na condução. Ele me surpreendeu requebrando. Seguiu meus passos. Girou. Rodopiou. Rodopiamos. Giramos. Ele me beijou. Eu o beijei. Nós nos beijamos. Loucamente. Lentamente. Deliciosamente. Mas, ele resolveu passear em meu corpo com as mãos e então ele descobriu...

... Um volume em seu vestido! Aquela mulher maravilhosa era um homem. Percebi que todos me olhavam. Todos já sabiam! Seus olhos de jabuticaba me olhavam com ternura e receio. Seu corpo desfez o laço que, minutos antes, me deixou louco. Ela se virou. E eu escutava a música ao fundo. E eu percebia os olhares mal disfarçados e as risadas de canto de boca. E eu continuava hipnotizado pela sua bunda, que, apesar dos pesares, insistia em rebolar dentro daquele vestido vermelho. Cada passo que ela dava, parecia que a minha perna sucumbia de agonia. O meu corpo queria o seu. Ela sacou a minha indecisão e estacionou. Involuntariamente, dei um passo. E a música ao fundo. E os olhares mal disfarçados e as bocas paradas: um clima geral de apreensão. E a minha contínua hipnose por seu corpo rebolativo. Perdi as esperanças de um final racional. Voluntariamente, a minha mão pegou a dela. A sua mão. A mão da minha mulher maravilhosa. E a música ao fundo. Ela apertou a minha mão e rodopiou de volta para os meus braços. Eu a apertei. Todo o meu corpo tremia de excitação e ansiedade. Nós nos encaixávamos perfeitamente. E, surpreso, percebi minha perna rodando. Girando. Rodopiando. E ela me seguiu, a minha deusa dos olhos de jabuticaba e dos longos cabelos negros. Girando. Rodopiando. Sendo guiada pelos meus passos, já não mais inseguros. Dançamos. Loucamente. Lentamente. Deliciosamente. Apaixonadamente. E a música ao fundo. E os olhares escancarados e as bocas escandalosamente abertas de espanto. Sorrimos como dois doidos. Ela colocou a mão onde eu desejava e eu não me importei nenhum pouco em colocar a minha onde não devia.


24 de fevereiro de 2013

Às minhas princesas




Canto de um laço que nunca se quebrou
Canto a amizade,
Canto o amor.
E a poesia faz-se canção
Palavras, melodia do coração.

Duas princesas,
Filhas e mães da realeza,
Senhoras e vassalas da gentileza,
Detentoras da bondade e da beleza.
Rainhas desse admirador que as apresenta.

Somos velhos conhecidos.
Compartilhamos muitos momentos,
Fomos próximos da infância à contemporaneidade.
Velhos no amor que sentimos,
Jovens, ainda, na idade.

Canto àquelas que me encantaram,
Encantado estou por ser cativado.
Minhas princesas, eis aqui o Vosso Vassalo!
Cantar as vossas virtudes: eis o meu trabalho!

Somos do mundo da fantasia.
Artistas,
Sonhadores...
A realidade nem sempre nos aprecia,
Somos criativos:
A realidade a gente recria!

Somos amigos,
E eu o Vosso Propagador,
O Vosso Trovador.
 Somos poesia, fantasia.
Somos a prova viva
De que existe eterno amor!


25 de novembro de 2012

Sou seu




Eu não preciso guardar suas palavras
Para lembrá-las
Você não precisa estar em curta distância
Para que eu esteja em sua posse.
Sou seu.

Você não precisa prometer me amar
Para me conquistar
Você não precisa se preocupar com idade
Para ter-me em intimidade
Sim, sou seu.

Eu não preciso do seu beijo
Pra que você esteja em meu pensamento
Você não precisa de beleza extrema
Pra que a minha alma lhe pertença
Sempre fui seu.

Eu não preciso da sua ausência
Pra sentir falta da sua presença,
Tenho uma saudade que aperta mesmo em sua companhia
Pois você, presente ou ausente, já faz parte da minha vida.
Ainda sou seu.

Você não precisa ser meu
Para que eu seja inteiramente seu
E não precisa prometer
Pra me convencer.
Eu não preciso me convencer:
Já sei que estou destinado a te perder.
E, mesmo assim...
Ainda amo e pertenço a você!

12 de fevereiro de 2012

Perfeito Pra Caralho - Fuckin' Perfect



Segui o caminho errado
Uma ou duas vezes
Cavei até conseguir sair
Sangue e fogo
Decisões ruins
Tudo bem
Bem vindo à minha vida boba

Mal tratada, deslocada, mal compreendida
Sabichona, tá tudo bem
Mas isso não me parou
Errada, sempre em dúvida
Subestimada, olha ainda estou por aqui

Querido, querido, por favor, nunca nunca se sinta
Como se fosse menos do que perfeito pra caralho
Querido, querido, por favor, se em algum momento você se sentir
Como se fosse nada, você é perfeito pra caralho pra mim.

Você é tão mau
Quando fala sobre si
Você está errado. Mude essas vozes
Na sua cabeça
Faça eles gostarem de você dessa vez.
Tão complicado
Olha como estamos conseguindo
Cheio de ódio
Um jogo tão empatado
Chega, eu fiz tudo que pude
Eu persegui todos os meus demônios
E vejo que você faz o mesmo
Oooh oooooh

Querido, querido, por favor, nunca nunca se sinta
Como se fosse menos do que perfeito pra caralho
Querido, querido, por favor, se em algum momento você se sentir
Como se fosse nada, você é perfeito pra caralho pra mim.

O mundo inteiro está assustado, então eu engulo o meu medo
E a única coisa que eu deveria beber era uma cerveja bem gelada
Facilmente mentindo e eu tentei, tentei
Mas nós tentamos demais, é um desperdício do meu tempo
Cansei de procurar pelas criticas, porque elas estão por todo lado
Eles não gostam dos meus genes, não entendem o meu cabelo
Sempre tão rigorosos com nós mesmos o tempo todo
Por que fazemos isso?
Por que faço isso?
Por que faço isso?
Yeah
Oooh
Ooh, querido querido querido

Querido, querido, por favor, nunca nunca se sinta
Como se fosse menos do que perfeito pra caralho
Querido, querido, por favor, se em algum momento você se sentir
Como se fosse nada, você é perfeito pra caralho pra mim.
Você é perfeito
Você é perfeito

Querido, querido, por favor, se em algum momento você se sentir
Como se fosse nada, você é perfeito pra caralho pra mim.




2 de outubro de 2011

Uma história de amor

KONICA MINOLTA DIGITAL CAMERA

Tudo começou quando ainda eram crianças. Ela, um pouco mais velha, ainda no limiar entre a infância e a adolescência, e a outra ainda era uma criança, com tanto a aprender. A garotinha dos olhos verdes mantinha uma grande admiração pela menina-moça dos olhos castanhos, grande amiga de sua prima.
Os anos foram se passando. A garotinha dos olhos verdes foi crescendo, amadurecendo, saindo desse mundo mágico que é a nossa infância. Aos 13 anos, a garotinha dos olhos verdes começou a sutil aproximação e foi, cada vez mais, tornando-se amiga da menina já moça dos olhos castanhos. A admiração só crescia, mas, agora, não era privilégio de só uma das duas garotas. Ambas iam se admirando mais e mais e o relacionamento crescia em amor e afeto. A garota dos olhos verdes tinha uma admiração não somente pela personalidade da moça dos olhos castanhos, mas também pela sua aparência. Ela a achava linda! E esse sentimento mexia um pouco com sua mente pois ela sabia que isso não era uma coisa que uma garota costumava sentir por outra garota, mas, mesmo assim, ela não conseguia suprimir esse sentimento.

29 de abril de 2011

Receita de beleza



Que Vinícius me desculpe
Mas hoje vim para celebrar o feio...
Não, não o feio
Não existe o feio
Existe o incompreendido
Pois todos têm algo de bonito!


Hoje estou aqui para olhar para aqueles os quais ninguém dirige o olhar
E que passam despercebidos pela rua
Não os digo feios
Não, não!
A beleza deles está dentro, bem guardada
E seu Vinícius, seja atento
“O essencial é invisível aos olhos”
E “só se vê bem com o coração”
 
Estou aqui hoje a espalhar a compreensão da incompreensão
A tudo se é possível entender
E amar...
Por isso não se prenda a rostos e a corpos
E cuidado para não viver como um insensível
Usando apenas os olhos...