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6 de novembro de 2017

Por onde andas?

"A emoção acabou, que coincidência é o amor. A nossa música nunca mais tocou."
Codinome Beija-Flor 



Onde foi que eu me perdi?
Eu me perguntei. Eu me pergunto, com a mesma dúvida desoladora dos últimos dias. Onde foi que eu me perdi?
Lembro da inocência dos dias tranquilos, onde os cafunés eram abundantes e se excediam às cruéis despedidas. Nesses dias o amor (ainda) existia. E mesmo quando acabava, a esperança não dava lugar ao vazio. Há sempre uma nova estrada a ser percorrida.
Onde foi que eu perdi?
O encanto sutil dos encontros, o ajeito suave do cativar, a lentidão de se desnudar a alma e a alma alheia ser despida. O toque sincero e honesto nas pontas dos cabelos, o beijo... Os beijos! Ah, as incursões aos lugares onde a paixão poderia desabrochar, o calor dos corpos que se aquecem e o emaranhado de poesias que o amor traz.
Por onde andam os meus sentimentos?
O que foi feito do meu coração?
...
Pois há que se dizer que os cacos estão jogados. Perdeu-se a poesia dos últimos dias e a arte, que era o amor, era o amor, foi-se embora. Estamos blindados. Cadeados. Muralhas.
28 de setembro de 2016

Notas sobre ele



Tem uma ressaca intelectual que te pega
E te extasia,
Mais do que o toque do corpo
E o balançar ritmado do gozo,
Mas que regozija.
Tem um toque que incendeia
E acaricia,
Alivia
Mesmo em meio a tempestade que define.



3 de abril de 2013

Sinais

 
Olhe pra mim!
Seus olhos te condenam,
São ondas, vem e vão
Seus olhos te traem
Mostram sua inconstância,
Gritam sua instabilidade. 

Olhe pra mim
Em teus olhos posso ver a sua alma
Em sua alma posso sentir seu coração
E o único lugar em que habito são em suas palavras
Se não da alma, nem do coração 
De onde elas vêm?

Toque em minhas mãos
Seu corpo não mente
Seu corpo me sente,
E o seu corpo me quer. 
Quente, 
Sua pele na minha
Sente?
Essa é a nossa única sintonia...

Fale pra mim
Suas palavras são filhas do vento
Espalhadas aos quatro cantos
Seu coração, porém, 
Não é dado a ninguém!
Eis-me aqui
Apaixonado, 
Iludido,
Seu corpo é meu cárcere,
Seu amor é meu suplício.

Cale-se,
Mas abra bem seus olhos
Sei ler bem os sinais
E sei dos meus desejos
Por um homem que seja completamente meu. 

8 de janeiro de 2013

Rotina do nosso amor


Eu amo você todo santo dia
E eu te amo também nos dias de rotina.
Segunda, de manhãzinha, você é o meu primeiro pensamento,
“Eu te amo”, é o que eu me lembro.
E, no decorrer do dia, tudo me lembra você
O que eu posso fazer?
E, todo santo dia, a gente se vê.

Na terça-feira ainda sou seu
Revivo novamente tudo que entre nós aconteceu
A saudade começa a me sufocar
E, toda noite, tenho de suportar.
Na quarta, hesito em te procurar
Chorando, na noite de quinta, desisto de te amar.

Ainda sou seu na sexta-feira
No sábado deixo de ser besta.
Eu me entrego e você me ouve
E, no domingo de manhã, o seu amor me consome.
O ciclo nunca termina, apenas se modifica
E eu continuo te amando
Todo santo dia.
31 de dezembro de 2012

Um Novo Ano feliz para todos nós!


   

   Dizem que o que você está fazendo no momento em que o ano termina vai ser uma constante durante todo o ano que se inicia. Tenho de discordar... Mas, quando o ano termina, o universo te dá uma chance para que você possa terminá-lo da mesma maneira que você o iniciou. E então você pode mudar. Ou você pode começá-lo do mesmo jeito que começou o ano anterior. Mesmo assim tudo vai mudar. Alguns de seus amigos vão se mudar, outros vão mudar. E você vai perceber a diferença entre a mudança geográfica e a mudança psicológica. Você pode encontrar um novo amor, você pode perder o seu antigo amor. E você entenderá que ambos se tratam de libertação, o que muda é apenas a perspectiva. Você pode conseguir entrar em uma faculdade ou você pode não conseguir entrar. Pode ganhar ou perder o seu emprego. Pode ganhar ou perder um familiar querido. Alguém pode se tornar seu amigo e um velho amigo pode se tornar um novo inimigo. E, você pode argumentar, isso não acontece todos os anos? Sim. A vida te dá possibilidades, você faz as escolhas. Você faz as mesmas escolhas, aquilo que é mais seguro, aquilo que é conhecido. Você se apaixona pelos mesmos tipos de pessoas, você escolhe os mesmos tipos de amigos, você se candidata para o mesmo emprego, naquela empresa que mais se assemelha àquela do seu último emprego. Você continua tratando os seus pais do mesmo jeito e continua gostando dos mesmos tipos de filmes, livros e músicas. E, apesar do ano mudar, o emprego mudar, a pessoa que você ama mudar, os seus amigos mudarem, no final nada muda. Porque você não muda. E, por que você não muda? Por que eu não mudo? Por que nós não mudamos? Medo. O desconhecido é tenebroso demais.

   Então, nesse novo ano que se inicia, eu desejo que nós mudemos. Que tenhamos a ousadia de nos livrarmos de tudo aquilo que nos faz mal: amigos, emprego, namorados (as) e o medo. Escolhamos os amigos que nos ouçam e que nos apoiem, em vez de nos contentarmos com os insensíveis amigos das horas alegres. Aqueles também saberão alegrar, mas também sabem apoiar. Que possamos escolher o amor que nos deixa bem, mesmo que não agrade a quem não importa. Tiremos os nossos sonhos da gaveta, tão embolorados, empoeirados e rasgados que é preciso cuidado extra. Que tenhamos a ousadia de abandonar o seguro para tentar o desejado improvável. Pra arriscarmos e sermos felizes. Haverá choro, momentos em que tentaremos desistir e jogar tudo pro ar. Vamos querer voltar ao seguro, confortável. E então lembraremo-nos dos nossos momentos de pura alegria ao seguirmos os nossos sonhos, por mais loucos, por mais difíceis e por mais improváveis que pareçam. Lembraremos que seguir nossos desejos ao invés de tentar agradar os outros é muito gratificante. Nesse ano eu não desejo que a vida que nos dê novas oportunidades. Eu desejo que nós mudemos para escolhermos as oportunidades certas e sermos felizes. 


25 de novembro de 2012

Sou seu




Eu não preciso guardar suas palavras
Para lembrá-las
Você não precisa estar em curta distância
Para que eu esteja em sua posse.
Sou seu.

Você não precisa prometer me amar
Para me conquistar
Você não precisa se preocupar com idade
Para ter-me em intimidade
Sim, sou seu.

Eu não preciso do seu beijo
Pra que você esteja em meu pensamento
Você não precisa de beleza extrema
Pra que a minha alma lhe pertença
Sempre fui seu.

Eu não preciso da sua ausência
Pra sentir falta da sua presença,
Tenho uma saudade que aperta mesmo em sua companhia
Pois você, presente ou ausente, já faz parte da minha vida.
Ainda sou seu.

Você não precisa ser meu
Para que eu seja inteiramente seu
E não precisa prometer
Pra me convencer.
Eu não preciso me convencer:
Já sei que estou destinado a te perder.
E, mesmo assim...
Ainda amo e pertenço a você!

22 de novembro de 2012

Quero ser alguém


Quero ser alguém
O que ou quem eu não sei
São inúteis as perguntas
Permita-me a dúvida.

Quero ser alguém
Mas nem quem sou eu sei
E não mais tento
Já perdi a conta dos erros.

Quero ir
Não sei, porém, pra onde devo seguir
Nem sei quem sou
Como ouso querer saber pra onde vou?

Quero certezas
Entretanto incerta é a minha natureza
Não sei o que quero ser
E me resigno a não entender.

Acho que sou um enigma
Que a mim já não mais intriga
Quero ser alguém
Essa é a minha única certeza minha.