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10 de agosto de 2011

Desajustado

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Não consigo me ajustar às engrenagens do Grande Relógio:
Fui feito peça fora do padrão.
Cordeiro em terra de lobos, extraterrestre fora de seu planeta natal
E morto-vivo
Existo em minha totalidade ou serei apenas um mito?
 
De dentro observo, afastando-me
E quanto mais vejo, menos entendo.
Que coisa!

Não consigo me ajustar nesse amontoado de teclas desse Nosso Celular:
Fui feito tecla fora do padrão QWERTY.
Aperto o botão errado e mando a certeza para o espaço
E surge a dúvida:
O que é verdade, o que é mentira?
 
E eu não me encaixo ao lado prático e terreno
Não!
Eu sou apenas um E.T sonhador, em busca de poesia e inspiração
Em um mundo que vai perdendo o amor... (ou não?)
 
Espero manual de instruções do Capitão da Nave com Suas Intenções em relação a esse lugar, em relação aos daqui.
7 de agosto de 2011

Nem sempre mentiras

Cada um do seu jeito
Calados, sérios, com ou sem trejeitos
Mas o conjunto é perfeito.


A briga rola solta, tem hora
Mas é apenas uma forma
De escapar da prisão de ontem, do futuro e do agora
 
Às vezes nem sempre a verdade é falada
Mas o abraço sempre ocorre, o toque invisível (ou visível)
Porque somos iguais, estamos todos no mesmo barco
E rimos, e nos emocionamos por nós mesmos
E desabafamos assim:
Queremos um mundo melhor
E, juntos assim, brigando, mentindo, sorrindo e abraçando
Quem sabe o teremos, enfim...
 
O medo nos traz paredes
E o medo de sermos revelados traz mais mentiras,
E traz mais abraços
Mesmo que abraços não dados, mas abraços sentidos
Abraços de palavras, abraços de divisão de vida
 
O que nós somos?
É melhor não saber quem somos
Sabemos que não queríamos ser
Mas que aceitamos viver e ser o que somos
Amigos...
15 de julho de 2011

Essência

Talvez meus sonhos sejam recheados de liberdade
E talvez eu lute demais para que eles sejam realidade
Mas a verdade...
A verdade é que a vida é curta demais para que passemos por ela sem enfrentá-la!


Posso sofrer
Mas vivo!
Às vezes, sem paciência, suspiro
De raiva eu grito
Mas quando venço um desafio
Quando quebro um tabu, quando mato um mito
Eu sei que vivo e serei lembrado por isso!
 
Para que viver de mentiras?
Para que agradar os outros?
Eu não quero pouco!
Eu quero a MINHA vida
Não quero viver para agradá-los
 
Eu vivo a minha essência, sem mentiras
E nós, os corajosos, que passamos a frente da vida
Nós nunca teremos que dar a despedida
Pois nunca se morre quem viveu verdadeiramente e corajosamente sua curta vida...
24 de dezembro de 2010

Essência

Olá! Galera, gostaria de pedir desculpas devido a minha looonga ausência no blog. Escrevi algumas poesias durante a minha ausência, mas são poesias um pouco “desabafantes”, aquelas que a gente escreve apenas para que nós mesmos entendamos um pouco de nós mesmos. Bem, eu faço isso com as poesias. São um modo pelo qual eu consigo entender meus sentimentos e extravasar um pouco deles.
Essa poesia que eu vou postar hoje é uma poesia também das que eu disse acima, mas é uma poesia que eu gostaria de partilhar com todos pois é uma poesia sobre tudo que nós, os “verdadeiros”, sentimos. Não estamos vivendo a toa, galera. Estamos vivendo para fazer daqui um mundo melhor, dia a dia, quebrando tabus, derrubando velhos preconceitos, destruindo mitos. Quem sabe daqui a alguns anos nossos netos, bisnetos vivam em um mundo onde todos possam se amar, independente do sexo, e esse mundo foi plantado por nada menos do que nós! Sim!!