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18 de novembro de 2012

Juventude Perdida




Nós só precisamos de um pouco de amor
O mundo gira ao nosso redor
Por sermos o que somos.
Não nos preocupamos:
Nós só precisamos de um pouco de amor.

Somos jovens e solitários
Estamos vazios e entediados
Não acreditamos, não oramos, não somos irmãos
Tiraram a nossa juventude,
Deturparam as nossas canções.
Estamos alienados,
Sem som, sem confiança e sem coração.

Catamos cacos
E fazemos vidros rachados.
Somos potes sem serventia,
Depósitos de corações partidos, solidão e bebida.
Quebrados,
Potes humanos paradoxais
Vazios e completamente cheios.

Nunca morreremos
Como os outros, deixamos nosso legado.
Sem imitar o passado,
Deixaremos a lembrança da dor...
20 de setembro de 2012

A Estrada

Segue a estrada, meu amigo
Não deixe o sonho na despensa
Pra ser bem sucedido
Tem que ter persistência. 

Segue a estrada, 
Não esquece de nada, 
Leva a alma, 
Leva o corpo. 
Não esquece o coração. 
Ter medo de sentir é coisa de bobo, 
Covarde é quem finge não sentir nenhuma emoção. 

Mas por favor não esqueça o essencial:
Valorize aqueles que seguem contigo a estrada, 
Pra que você não fique sozinho no final. 

A estrada é longa, 
Leva mochila, 
Nela leve tudo que aprendeu nessa estrada chamada vida!


28 de julho de 2012

Desejo sem importância


Eu quero aquele que ninguém nota,
Quero aquele por quem ninguém se importa.
Eu quero o infame, o repudiado.
Eu quero aquele que conserva a lucidez nesse mundo de loucos.
Eu quero aquele que conserva a loucura nesse mundo de lúcidos.

Eu quero aquele que me note,
Que por mim se importe.
Eu sou infame e me repudio,
Eu sou assim desde menino
Louco e lúcido.

Eu quero aquele que se conserve são após os meus delírios
Aquele que se conserve sério após meus dramas
Aquele que me ouse enfrentar.

Só ele saberá como é difícil,
Só ele saberá o quão árduo e complicado sou eu.
Quero aquele que ninguém nota
Pra que seja só meu!


"Plaza de Toros", 2005
48" X 36", acrylic on canvas

Steve Walker  

30 de junho de 2012

Vazio

Cada um preenche o seu vazio de uma forma.


30 de abril de 2012

Aceitação


Vou escrever meus versos na realidade,
Vou conjugar meus verbos no dia-a-dia.
Serei eu mesmo, nu no concreto,
Falarei de amor nas ruas da cidade,
Unirei os casais num gesto de fraternidade.
Serei um poeta de verdade!

Inicio uma nova era,
A era do compartilhar!
Deixo de lado meu egoísmo,
Carrego meu irmão nos braços
E picho os muros da metrópole cosmopolita:
“Compartilhar é a minha nova poesia”.

Acolho as palavras que não foram aceitas,
Construo frases com os verbos rejeitados,
Abrigo em meus versos a realidade das palavras “feias”
E construo uma nova canção.

Não são necessárias as rimas constantes
Ou a simetria de um soneto
Eu também compartilho o que é tido como feio
Eu não rejeito,
Compartilhar é o que cantam as minhas poesias
E aceitação é o que você pode ler nessas linhas oblíquas. 




8 de dezembro de 2011

Quem sou?



Quem sou?
Crise existencial?
Não faz mal se for
Eu só quero as certezas de saber quem sou
Mesmo que nunca estático:
Sou camaleão errático.

E, se sou mutante,
Não há determinante
Sou apenas possibilidades
Reformulo a pergunta: como é minha personalidade?
Mas será essa fixa?
E se fixa ela for
É a prisão em que nos acorrentamos,
Carma que pagamos,
Personagem que interpretamos.

A pergunta “quem sou eu” é capciosa,
Ambígua, perigosa...
Quem sou eu, afinal
Esconde o segredo do mundo,
Sintetiza o Tudo.
A pergunta “quem sou eu”
Explica Deus,
Seus feitos e seus desígnios
Eis aí o perigo!

Quem sou eu não é pergunta de ser respondida analisando nossa máscara
Sabemos bem o que queremos quando perguntamos o que somos
Não temos muito em conta a essência do nosso Eu
A pergunta é pra Deus:
“A que viemos?
E por que dessa forma fomos moldados?”

E a pergunta (e resquício de resposta)
De quem sou eu
É a minha religião
O meu Deus.
Meu Deus cria diferentes possibilidades
Nas mais variadas personalidades
E o meu Deus é amor
Porque o nosso Eu não vive sozinho
O meu Deus é amor
Porque ele nos permite um destino.

Quem sou eu?
Eu sou parte de Deus,
Filho das Estrelas,
Pequeno nessa grandiosidade,
Solto à esmo.
Não sou sozinho
Sou um menino em busca de si mesmo
Mas Criador e Modificador do meu mundinho!
8 de novembro de 2011

Contra o mundo


Eu sufoco os meus gritos dentro dos meus silêncios. Às vezes eu os sufoco dentro dos meus sorrisos. Tenho certeza que todos se assustariam ao ouvir o meu grito sufocado; o seu vigor é desproporcional à minha aparência. Eu seguro todas as obscenidades e palavrões em minha mente. A ética e a educação são leis ditatoriais inatas do meu ser e, me diz, como desobedecer a uma ditadura sem sofrer duras penas? Eu sou escravo da reputação, sou escravo da imagem social. Vivo me preocupando tanto... E ainda estou tentando reparar os erros das vezes em que joguei tudo para o ar. Sou um escravo da sociedade que me reprime.
18 de outubro de 2011

Uma questão de precisar


Não quero ser romântico agora
Mas irá achar um pouco de amor nesses versos rasgados
Porque eu quero a sua pele!
Não só ela... Vou precisar de você inteiro
Vou precisar das suas palavras, sempre a me acalmar, sempre a me ajudar
Preciso do seu sangue
Que morra por mim se preciso for
Se quiser te mato de amor
Mas não se esqueça que você será apenas a minha coluna, só preciso de você para chutar o mundo
Poucos resistirão ao chute


13 de outubro de 2011

Desnudando-me



Antes de tudo gostaria de dizer que sou dramático. Digamos que eu queira começar meu texto com um pequeno manual de instruções de como lê-lo e interpretá-lo. E, como eu ia dizendo, sou dramático. Minha linguagem é construída em tons berrantes, visíveis e espalhafatosos. E o quadro que minha escrita pinta é um borrado nítido de lágrimas extremamente carregadas de uma tristeza magnética ou de um sorriso carregado de uma alegria que contagia o espectador-leitor. Agora consegue vislumbrar o que eu digo? Posso parecer frio, mas tudo que eu escrevo revela bem tudo que eu sinto interiormente. Leia como se estivesse tentando entender todas as tonalidades e contrastes de uma pintura bem feita.

9 de outubro de 2011

Já sei namorar

Já sei namorar
Já sei beijar de língua
Agora só me resta sonhar
Já sei aonde ir
Já sei onde ficar
Agora só me falta sair
Não tenho paciência pra televisão
Eu não sou audiência para a solidão
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo e
Todo mundo me quer bem
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo e
Todo mundo é meu também
Já sei namorar
Já sei chutar a bola
Agora só me falta ganhar
Não tem um juíz
Se você quer a vida em jogo
Eu quero é ser feliz
Não tenho paciência pra televisão
Eu não sou audiência para solidão
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo e
Todo mundo me quer bem
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo e
Todo mundo é meu também
Tô te querendo
Como ninguém
Tô te querendo
Como Deus quiser
Tô te querendo
Como eu te quero
Tô te querendo
Como se quer

felicidade
28 de setembro de 2011

Oração aos Heterossexuais

Não que a gente precise pedir algo pois estamos aqui em nosso direito. Estamos aqui porque o mundo também é NOSSO. Mas esse é um pedido de respeito à nossa singularidade que não nos faz diferentes, mas que é encarado como uma diferença abominante. Aos heterossexuais que não nos respeitam é só isso que nós pedimos. Mas volto a repetir: ESSE MUNDO TAMBÉM É NOSSO E É NOSSO DIREITO SER FELIZ AMANDO!


Pedimos hoje apenas o que Vos resta
Nós pedimos pouco, quase nada
Pedimos um pequeno pedaço em Vossa Morada
Nessa Terra, já tão povoada...
Permita-nos viver aqui, em algum canto
E dê-nos a Vossa Permissão Sagrada
Pois nesses milênios que aqui vivemos
Já nos convencemos que viver aqui sem ela é um tanto quanto perigoso.
22 de agosto de 2011

Solteiro e feliz: é possível?

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É, “vamos beber porque amar tá foda”! É o que dizem meu caro. Mas sabe de uma coisa? O mundo criou uma necessidade descontrolada de se estar em um relacionamento amoroso. Solteirice virou sinônimo de solidão e as pessoas não querem ficar sozinhas e isso gera uma corrida para achar alguém trazendo tantas decepções, frustrações... Quantos namoros não começam por um medo desesperador da solidão?
15 de agosto de 2011

O lucro de “Deus”

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Nessa minha última viagem à Aparecida vi a minha tese fortalecida. Qual tese? A tese de que o mundo constrói uma imagem de Deus que não corresponde à realidade, uma imagem de Deus que, acredito, não corresponde ao Deus real. Vendo a riqueza material (e porque não dizer espiritual também) dessa grande Igreja, desse grande Santuário Nacional eu me lembro da história de Jesus, um homem pobre, que viveu entre os pobres, pregou para os pobres e foi condenado por quem tinha o poder e o dinheiro. Mas o tempo foi passando e os ensinamentos de Jesus de caridade, partilha e amor ao próximo foram, pouco a pouco, sendo transformados em uma religião que agora ostenta luxo e riqueza. Uma religião de Igrejas-palácio, Santuários-castelo, uma religião onde o seu principal representante veste ouro e vive entre os ricos e poderosos.
10 de agosto de 2011

Desajustado

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Não consigo me ajustar às engrenagens do Grande Relógio:
Fui feito peça fora do padrão.
Cordeiro em terra de lobos, extraterrestre fora de seu planeta natal
E morto-vivo
Existo em minha totalidade ou serei apenas um mito?
 
De dentro observo, afastando-me
E quanto mais vejo, menos entendo.
Que coisa!

Não consigo me ajustar nesse amontoado de teclas desse Nosso Celular:
Fui feito tecla fora do padrão QWERTY.
Aperto o botão errado e mando a certeza para o espaço
E surge a dúvida:
O que é verdade, o que é mentira?
 
E eu não me encaixo ao lado prático e terreno
Não!
Eu sou apenas um E.T sonhador, em busca de poesia e inspiração
Em um mundo que vai perdendo o amor... (ou não?)
 
Espero manual de instruções do Capitão da Nave com Suas Intenções em relação a esse lugar, em relação aos daqui.
7 de agosto de 2011

Nem sempre mentiras

Cada um do seu jeito
Calados, sérios, com ou sem trejeitos
Mas o conjunto é perfeito.


A briga rola solta, tem hora
Mas é apenas uma forma
De escapar da prisão de ontem, do futuro e do agora
 
Às vezes nem sempre a verdade é falada
Mas o abraço sempre ocorre, o toque invisível (ou visível)
Porque somos iguais, estamos todos no mesmo barco
E rimos, e nos emocionamos por nós mesmos
E desabafamos assim:
Queremos um mundo melhor
E, juntos assim, brigando, mentindo, sorrindo e abraçando
Quem sabe o teremos, enfim...
 
O medo nos traz paredes
E o medo de sermos revelados traz mais mentiras,
E traz mais abraços
Mesmo que abraços não dados, mas abraços sentidos
Abraços de palavras, abraços de divisão de vida
 
O que nós somos?
É melhor não saber quem somos
Sabemos que não queríamos ser
Mas que aceitamos viver e ser o que somos
Amigos...
15 de julho de 2011

Nós escolhemos

Os médicos e suas lindas esposas: advogadas, psicólogas, designers, ou, quem sabe, médicas também. Motoqueiros que, ao realizar um feito admirável e ficar entre a vida e a morte, lembram de suas namoradas roqueiras tocando “It’s My Life” e olhando no fundo de seus olhos. Engenheiros solteiros, em um bar, observando as lindas garçonetes. Cantores famosos em um palco, cantando, deixando se levar pelas suas próprias músicas e pelas lembranças do abraço carinhoso e quente de suas namoradas enfermeiras. Hoje quero falar de pessoas.

15 de junho de 2011

Retrato do leitor-poeta

Sou eu a dualidade existencial
Procuro o bem
Mas às vezes não fujo do mal
E a minha dualidade me completa:
Não sou um, sou dois!
Sou mesmo nessa poesia um leitor-poeta

Sou uma rocha
Que me cobre por inteiro,
Mas também sou o interior dela
Sou uma casa e sou o que há de fora da janela.
Sou fraqueza e vigor
Mas me seguro em força alheia
Para que não haja excesso de dor:
Quero os fracos como amigos
Quero o forte como amor.
 
Sou o sentimento desnudo
Já que sincero me fez o mundo
Mas sou excesso de segredo
Pois o mundo me dá medo.
E continuo nessa decisão indecisa faz tempo
De mostrar sentimento sem medo
E com medo deixá-lo em segredo.
 
Só em certas coisas ando em linha
Já que não sou profunda verdade
Nem tampouco fina mentira
Sou eu, apenas...
 
Sem explicação
E, totalmente explicado,
Vivo sem nenhuma razão
Mas, por poucos, consigo aos poucos ser captado.
3 de junho de 2011

Acho que gosto…

Acho que gosto da liberdade.
Não gosto que me digam que não posso.
Não gosto que me digam o que devo ou não fazer.
Acho que por isso eu gosto de escrever
Escrevendo tenho a liberdade e escrevendo tudo posso!


Gosto de ser exagerado,
Gosto de um bom drama.
Gosto de ter alguém do lado e poder falar besteira,
coisa a toa, coisa boba.
Gosto de me fingir assustado,
Gosto de abraçar e ajudar,
Gosto de ouvir.
Gosto de amar.
 
Gosto de pensar que minha aparência não é tão ruim,
Gosto de pensar que muitas pessoas gostam de mim.
Gosto de admirar a beleza do pôr-do-sol,
Gosto do céu azul
E gosto de ser feliz.
 
Eu gosto de imaginar o futuro
E gosto de beijar no escuro.
Quero beijar na chuva,
E quero alguém que tenha um carinho violento.
Eu gosto dos altos
E eu gosto dos fortes.
Eu gosto de ter preferências.
Gosto dos loiros e dos de cabelo preto,
Gosto dos morenos e gosto dos brancos.
 
Gosto de imaginar um mundo melhor.
Gosto de ser o certinho às vezes,
Gosto de ser o rebelde e enfrentar o mundo.
 
Mas não gosto de injustiça,
Não gosto de desordem.
Eu não gosto de ficar sozinho,
Eu não quero que 2012 seja o fim.
Eu não gosto que falem mal de quem eu gosto
E odeio preconceito.
 
Gosto de parecer complicado,
De ser complicado.
Gosto de parecer um desafio,
Gosto de ser um desafio.
E às vezes me faço de difícil.
Mas eu sou fácil,
É uma questão de paciência.
E eu gosto de pensar que paciência não é para qualquer um.
E por isso...
Sou seletivo.
 
Gosto dos meus amigos.
Gosto de correr perigo.
Gosto de adrenalina.
E gosto de segurança.
E gosto de carinho.
 
Gosto de inteligência.
Gosto de sabedoria.
Gosto de aprender e compartilhar coisas sobre a vida.
Gosto de conversar com as pessoas e sentir coisas.
 
Gosto de pensar que sou intuitivo
E que muitas coisas eu adivinho.
E gosto de intuir.
Eu gosto de dar conselhos
E gosto quando meus conselhos são bons.
E gosto de imaginar que eles são quase sempre bons.
 
Gosto de elogios.
Gosto de presentes.
Ah, sim.
Gosto de caras fofos.
Ah, sim.
Gosto de garotas batalhadoras.
Eu gosto de força moral
mais do que força física.
Eu gosto de dedicação.
Eu gosto de ver casais namorando.
 
Eu sou ciumento
E não gosto de ver as pessoas me deixando de lado.
Eu gosto de ligar pros amigos e falar, falar, falar.
Às vezes gosto de não atender o celular
E estar inacessível.
 
Eu gosto de ser essa mudança toda.
E gosto de atenção.
Talvez eu seja um pouco egocêntrico.
Mas às vezes me sinto sozinho
E choro.
Eu posso parecer forte
E eu sou forte.
Mas tem horas que tenho medo do mundo...
 
Gosto de pensar que sou como os outros
E às vezes o mundo me trata como diferente.
Às vezes eu mesmo me trato como diferente.
Às vezes fico procurando rótulos para mim.
E gosto de perceber que um rótulo só não me definiria por inteiro.
 
E, afinal, quem sou eu?
Uma mistura de todos esses gostos,
Todas essas mudanças?
Gosto de pensar que sou uma pessoa no mundo
E meu ideal é mudá-lo aos poucos.
24 de março de 2011

O Menino-Homem

Estou aqui para compartilhar com vocês um texto que não é de minha autoria, mas de uma amiga minha. Foi uma retribuição a um texto que eu fiz para ela e confesso que gostei muito da surpresa.  A mesma possui um blog, indico a vocês :
www.nemtodaadolescenteepink.blogspot.com




Ele tem tantos rostos, tantas peles, tantos jeitos mesmo tendo só um. Não tem como dar um titulo para a história  dele, ele muda a todo instante e nesse exato momento em que estou escrevendo sobre ele já deve ter mudado várias vezes.
Ele nunca é igual, ele é um pouco preto , mesmo sendo branco, é um pouco loiro mesmo sendo moreno, ele vive mesmo em um mundo colorido, e quantas cores terá esse seu mundo?!
Eu ainda não sei dizer, só sei que o fato dele ser assim de tantos jeitos com tantas rostos e estar sempre mudando faz dele um garoto especial. Ele consegue ser maduro e ao mesmo tempo não perder a ousadia e os sonhos das crianças. Ele sabe dar conselhos de pai, mesmo sendo só amigo. E quem tem ele em sua vida tem sorte.
Eu por um acaso o encontrei por aí perdido, em um mundo que com certeza não era o dele, não sei se o fiz da melhor maneira quando eu meio que forcei a barra para ele sair daquele mundo tão sufocante, mas me sinto um pouco responsável por ele ter saído de lá.Talvez hoje ele me agradeça por isso,ou não,é difícil dizer ele está em constante mudança... Lá ele estava de um certa forma aprisionado e protegido. Aqui fora ele teve que reaprender a viver, e isso foi bom para ele.
Ele já amou e não foi correspondido, e hoje talvez tenha medo de se machucar, com esse tal amor que eles dizem por ai ser tão bom. Ele aprendeu que prazeres são passageiros e que o que vale é essência. Ele não é de ninguém, e acaba sendo um pouquinho de cada um, ouso dizer que ele não é dele, e também não é dos outros. Ele quer carinho, quer amor, mas começou a sufocar ele já não quer mais.É mesmo bipolar.
Ele sabe amar seus amigos como ninguém, seus inimigos (é raro ele ter algum) bom esses tem apenas seu desprezo.Ele só quer ser do jeito dele ele quer ser feliz, e quer os outros entendam isso, mas não liga se eles também não entenderem.
Ao mesmo tempo que sei tudo, acabo sempre não sabendo nada desse menino-Homem com tantos mundos diferentes. A verdade é que eu tenho sorte por ele ter me trago junto com ele daquele outro mundo em que ele vivia. Ele me ensinou o que é superação e como a gente tem que viver se importando e ao mesmo tempo nem ligando pro que os outros dizem.. .Acabo por dizer nada sobre ele nesse texto tão extenso. Porque o que ele é, não em cabe em uma folha, nem tem como descrever em palavras.

Acaba que uma descrição em terceira pessoa traz tantas verdades e tantas percepções à tona.
Créditos: Ana Jessica
9 de março de 2011

Viver e existir: sinônimos ?

Sinceramente eu discordo que essas duas palavras sejam sinônimos. Viver é uma coisa bem mais forte, é uma coisa bem mais corajosa. Viver é enfrentar, viver é realizar sonhos, viver é mostrar para a vida que você não veio apenas para passar. Existir é passar pela vida e não levar nada dela. Existir é passar pela vida sem ânimo e sem sonhos e, claro, sem realizações.

Mas viver não é fácil. Viver não é só alegria. Mas viver é gratificante. Aproveitar a vida é uma coisa que faz bem para a alma, é bom aprender com a vida e isso a gente só consegue vivendo, e não existindo. Apesar de todos que vivem existirem, nem todos que existem vivem plenamente.
Nem sempre é fácil seguir o nosso caminho no mundo. Às vezes é desanimador e parece que não há mais motivos para se viver, mas há motivo maior para viver do que NÓS? Sim, nós! Você, eu, nossos pais, nossos amigos, as pessoas que nos cercam. A tristeza às vezes nos cobre por inteiro e faz com que perdamos a visão de nós mesmos, de nosso futuro brilhante a nos esperar, das pessoas que fizemos com que nos amassem, das pessoas que consolamos, das pessoas que não queremos longe. A tristeza tem a função de nos ensinar algo, de nos fazer refletir, a tristeza nos deixa com uma vontade enorme de se isolar ou de ser consolado porque ela quer que nos paremos, que pensemos no que nos deixa triste, pensemos na nossa vida. Você pode ter certeza que depois dessa tempestade virá um sol enorme, basta você querer, basta você acreditar em você mesmo!
Viver é complicado sim, mas, no fim, você não vai querer olhar para trás e ver que você poderia ter feito mais, poderia ter vivido melhor e ver que não há mais tempo, vai ?