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15 de setembro de 2012

Romance



Eu não vou falar que sou da época onde o romance era algo mais valorizado. Não vou ser hipócrita. Nasci em pleno final do século XX e, nessa época, o modo como o romance era encarado estava criando raízes para se tornar o que é hoje. Posso falar que na minha época as crianças não começavam a encarar o beijo, o amor, o sexo e todas essas coisas tão cedo. Não estarei mentindo ao dizê-lo. Pelo menos não uma mentira deslavada. Quando criança tínhamos contato com o amor, com o beijo, mas não ainda com o sexo. Mas era uma coisa inocente. O nosso “amor” era troca de alianças daquelas que vinham nos chicletes. Os nossos beijos não passavam de selinhos. O sexo... Bem, o sexo... Ah, o sexo é aquela história, né. Todo mundo tinha uma época para descobrir o sexo. Mas uma coisa era certa: a da maioria de nós era antes da primeira aula sobre o assunto. E nessa aula todo mundo ficava sem graça, mesmo que quase todo mundo já soubesse muito bem sobre um pouco disso tudo. A infância da minha geração foi pura, apesar dos pesares.

E, agora adolescentes, a gente vive falando sobre como as crianças estão “apressadinhas”, como as crianças eram diferentes na nossa época. Bem, essas crianças somos nós. Não foram elas que mudaram, foi a geração que mudou. Sei que nem todos colocam a culpa nas crianças. Sei que muitos sabem que o mundo está mudando cada vez mais. A repressão que a Igreja faz do sexo está cada vez mais caindo por terra mas sinto que essa libertinagem está sendo meio desacompanhada de responsabilidade. Claro! Tudo que é reprimido faz mal. Mas está tudo sendo liberado de forma desordenada. Acredito, ou melhor, tenho certeza que a maioria das crianças que vejo por aí beijando, sendo acariciadas, namorando, não tem nem um pouco de maturidade e responsabilidade para arcar com as conseqüências dessas atitudes. Quem sabe se conseguissem segurar a inocência das crianças até a época que conseguiram segurar em nós?

Quem sabe não aproveitar esse clima de liberdade sexual e novidade para falar com elas sobre sexo, de maneira responsável, é claro, mas falar. Os pais acho que seriam os melhores pra encarar esse papel. A escola tem que fazer isso, claro, mas acho que é muito melhor pros filhos escutarem seus pais falando abertamente sobre isso. Como já disse, tudo que é reprimido faz mal. Pais reprimidos geram filhos insatisfeitos, que não sabem lidar bem com a área sexual.

Mas e quanto ao romance do começo do texto? Acham que eu me esqueci? Rs. O amor é encarado de diversas formas por diferentes pessoas. O amor é visto de diferentes formas por diferentes gerações. As gerações literárias são um bom exemplo disso. A época do Romantismo, quando o amor era algo idealizado, inatingível, muitas vezes, ou algo sofrido, distante. O Realismo, quando as pessoas se cansaram de tanto romance água-com-açúcar, e resolveram encarar o amor com praticidade. Razão antes de emoção. E, assim sendo, como julgar o modo como o outro encara o romance? Cada um tem seu modo de encará-lo. Mas é regra geral que o romance encanta a todos. O romance é uma das poucas coisas que fazem com que o ser humano se admire e se encante com algo tão simples e ao mesmo tempo tão complexo: o próprio ser humano. O romance é se ver no outro, é se descobrir através do outro, é tentar melhorar através do outro. Claro que isso tudo não é privilégio apenas do romance. Todo relacionamento tem, ou deveria ter, um pouco disso. Mas estamos sim vivendo em uma época diferente. Estamos vivendo em uma época onde o conhecimento é tão importante, mas o conhecimento tem de gerar renda. O conhecimento tem de ter utilidade para gerar dinheiro. E mesmo o conhecimento sobre o próprio ser humano, como é o caso da Psicologia. E essa necessidade de produzir gera um individualismo cada vez mais crescente. É um tal de cada um por si que faz com que o ser humano perca a sua essência. E o ser humano se encanta quando se depara com ele mesmo através do romance. Mas o romance geralmente é turbulento, pois essa individualidade do ser humano faz com que ele não queira se adaptar, não queira mudar para melhorar suas relações. E é essa a razão de muitos problemas nos relacionamentos.

É preciso amar. É preciso amar como se não houvesse amanhã porque se você parar pra pensar, na verdade não há. Não era isso que cantava a canção? É preciso amar. É preciso se deslumbrar com o ser humano, seus mistérios, seu poder. É preciso também buscar soluções aqui, na Terra, e deixar para o Divino só o agradecimento por mais um dia. Agradecer por ser esse Ser Humano, esse Ser feito à Imagem e Semelhança de Deus, portador da Inteligência e Sabedoria Divina. É preciso usá-la, realmente!
14 de julho de 2012

Oração para libertar-me do egoísmo

"Senhor,

Quando eu tiver fome, que haja alguém a quem eu tenha de alimentar.
Quando eu tiver sede, que haja alguém a quem eu tenha de saciar.
Quando eu tiver frio, que haja alguém para eu vestir.
Quando eu estiver triste, que haja alguém para eu consolar.
Quando estiver pesada a minha cruz, que eu deva ajudar a outro a carregar a sua.
Quando eu estiver pobre, que haja alguém a quem eu tenha de dar esmola.
Quando eu não tiver tempo, que haja alguém a quem eu deva entregar parte do meu.
Quando for humilhado, que haja alguém que eu tenha de louvar.
Quando eu for ferido, que haja alguém a quem tenha de curar.
Quando estiver desanimado, que haja alguém a quem deva levantar.
Quando tiver necessidade de compreensão, que haja alguém a quem eu deva dar a minha.
Quando tiver necessidade de que alguém se preocupe comigo, que tenha eu de me preocupar com os demais."


24 de junho de 2012

O que importa?

“Meu pai me perguntou: - Você é gay?
Eu perguntei pra ele: - Importa?
Ele disse: - Não, não realmente…
Eu disse pra ele:- Sim, eu sou!
Ele disse:- Fora da minha vida!
Creio que ele se importava.

Meu chefe me perguntou: - Você é gay?
Eu perguntei pra ele: - Importa?
Ele disse: - Não, não realmente…
Eu disse pra ele: - Sim, eu sou!
Ele disse: - Está despedido!
Creio que ele se importava.

Meu amigo me perguntou: - Você é gay?
Eu perguntei pra ele: - Importa?
Ele disse: - Não, não realmente…
Eu disse pra ele: - Sim, eu sou!
Ele disse: - Não me considere mais seu amigo!
Creio que ele se importava.

Meu companheiro em perguntou: - Você me ama?
Eu perguntei pra ele: - Importa?
Ele disse: - Não, não realmente…
Eu disse pra ele: - Sim, eu te amo!
Ele disse: - Deixa-me te abraçar!
Pela primeira vez na minha vida, algo importava.

Deus me perguntou:- Você se aceita?
Eu perguntei pra Ele:- Importa?
Ele disse:- Sim…
Eu disse pra Ele: - Como posso me aceitar, se sou gay?
Ele disse:- Porque é assim que Eu te fiz!

Desde então, somente isso me importa.

Autor Desconhecido


"The Summer of '42",  2007
48" X 36", acrylic on canvas
8 de dezembro de 2011

Quem sou?



Quem sou?
Crise existencial?
Não faz mal se for
Eu só quero as certezas de saber quem sou
Mesmo que nunca estático:
Sou camaleão errático.

E, se sou mutante,
Não há determinante
Sou apenas possibilidades
Reformulo a pergunta: como é minha personalidade?
Mas será essa fixa?
E se fixa ela for
É a prisão em que nos acorrentamos,
Carma que pagamos,
Personagem que interpretamos.

A pergunta “quem sou eu” é capciosa,
Ambígua, perigosa...
Quem sou eu, afinal
Esconde o segredo do mundo,
Sintetiza o Tudo.
A pergunta “quem sou eu”
Explica Deus,
Seus feitos e seus desígnios
Eis aí o perigo!

Quem sou eu não é pergunta de ser respondida analisando nossa máscara
Sabemos bem o que queremos quando perguntamos o que somos
Não temos muito em conta a essência do nosso Eu
A pergunta é pra Deus:
“A que viemos?
E por que dessa forma fomos moldados?”

E a pergunta (e resquício de resposta)
De quem sou eu
É a minha religião
O meu Deus.
Meu Deus cria diferentes possibilidades
Nas mais variadas personalidades
E o meu Deus é amor
Porque o nosso Eu não vive sozinho
O meu Deus é amor
Porque ele nos permite um destino.

Quem sou eu?
Eu sou parte de Deus,
Filho das Estrelas,
Pequeno nessa grandiosidade,
Solto à esmo.
Não sou sozinho
Sou um menino em busca de si mesmo
Mas Criador e Modificador do meu mundinho!
3 de outubro de 2011

Espiritualidade

"Quero fazer os poemas das coisas materiais,
pois imagino que esses hão de ser
os poemas mais espirituais.
E farei os poemas do meu corpo
E do que há de mortal.
Pois acredito que eles me trarão
Os poemas da alma e da imortalidade."
E à raça humana eu digo:
-Não seja curiosa a respeito de Deus,
pois eu sou curioso sobre todas as coisas
e não sou curioso a respeito de Deus.
Não há palavra capaz de dizer
Quanto eu me sinto em paz
Perante Deus e a morte.
Escuto e vejo Deus em todos os objetos,
Embora de Deus mesmo eu não entenda
Nem um pouquinho...
Ora, quem acha que um milagre alguma coisa demais?
Por mim, de nada sei que não sejam milagres...
Cada momento de luz ou de treva
É para mim um milagre,
Milagre cada polegada cúbica de espaço,
Cada metro quadrado de superfície
Da terra está cheio de milagres
E cada pedaço do seu interior
Está apinhado de milagres.
O mar é para mim um milagre sem fim:
Os peixes nadando, as pedras,
O movimento das ondas,
Os navios que vão com homens dentro
- existirão milagres mais estranhos?" (Walt Whitmann)
28 de setembro de 2011

Oração aos Heterossexuais

Não que a gente precise pedir algo pois estamos aqui em nosso direito. Estamos aqui porque o mundo também é NOSSO. Mas esse é um pedido de respeito à nossa singularidade que não nos faz diferentes, mas que é encarado como uma diferença abominante. Aos heterossexuais que não nos respeitam é só isso que nós pedimos. Mas volto a repetir: ESSE MUNDO TAMBÉM É NOSSO E É NOSSO DIREITO SER FELIZ AMANDO!


Pedimos hoje apenas o que Vos resta
Nós pedimos pouco, quase nada
Pedimos um pequeno pedaço em Vossa Morada
Nessa Terra, já tão povoada...
Permita-nos viver aqui, em algum canto
E dê-nos a Vossa Permissão Sagrada
Pois nesses milênios que aqui vivemos
Já nos convencemos que viver aqui sem ela é um tanto quanto perigoso.
18 de setembro de 2011

Amizade certa, certa amizade

Um dia, vendo certo alguém sozinho disse Deus:
“E que se faça outro alguém que ande com ele no caminho,
Alguém que o ame sempre.
Que se faça um amigo!”
E o amigo se fez. Mas ele não veio sozinho...
O amigo trouxe com ele novas companhias
E assim se fez a diversão e a alegria.
 
Mas um dia o certo alguém ficou triste
E Deus disse:
“E que se faça o abraço,
Gesto do amigo que irá reconfortá-lo.”
Mas o amigo, sempre muito prático,
Presenteou o certo alguém com mais que um abraço
O amigo criou o sorriso
E o certo alguém sorriu também.
E assim se fez a partilha e a união.
 
O certo alguém começou a desdenhar de seu amigo
E achar ruim a sua companhia.
O amigo chorou e pediu a Deus:
“Deus traga de volta a alegria dos velhos dias
Onde não só eu era amigo.”
E Deus criou o arrependimento,
E o colocou no coração de certo alguém.
O certo alguém, arrependido então, inventou a desculpa
E o amigo inventou o perdão.
 
Mas, o certo alguém,
Mesmo tendo um amigo,
Começa a se sentir sozinho.
E então o certo alguém conhece outro alguém
E começa a sentir uma coisa diferente.
E Deus diz:
“Que se crie o amor”
 
E o certo alguém
Sente-se completo então.
E esquece-se de seu amigo.
Pouco a pouco não há mais companhia
E nesse dia,
Nesse dia se criam as lágrimas e a despedida.
 
Depois desse dia
Deus diz:
“E que se crie o desapego,
Para que dois amigos não se separem por causa do amor”
E o certo alguém volta ao amigo
E nesse dia se cria a verdadeira amizade,
Nesse dia começa a existir a eternidade.






28 de agosto de 2011

Coisas cotidianas sem parênteses

3159891452_a14bb0c655 Coisas dessas cotidianas, que acontecem todos os dias, mesmo que você não veja. Mas acontecem! Coisas normais, ou mesmo coisas anormais que são consideradas normais, porque no mundo é assim: uma coisa quando é repetida infinitamente acaba sendo considerada normal. Duvida? Olha só nas cidades grandes os mendigos pedindo esmola. Pra quem mora lá isso é uma coisa super normal. Não são todos que acham isso, graças a Deus. O mundo ainda tem pessoas com sentimentos. E há também coisas que deveriam ser normais e são anormais. Mas o que eu disse acima mostra que um dia elas não serão mais anormais. Enfim, coisas cotidianas...
E existem coisas cotidianas que ficam presas a um lugar. Existem coisas cotidianas que ninguém, ou quase ninguém vê. E é uma dessas coisas que hoje venho noticiar. Aliás, acho que não são coisas. É uma coisa só. Uma coisa de duas pessoas. Esperto como você deve ser tenho certeza que já tem uma base do que venha a ser, não é?
Então, continuemos... Essa é a história de um casal que se encontrava todos os dias, no mesmo lugar. E, claro, eles tinham um motivo. Não, o lugar não era um lugar lindo, com uma paisagem espetacular, uma vista de tirar o fôlego, um lugar onde todos os casais poderiam se encontrar e ter uma linda tarde observando o pôr-do-sol. Era um beco, uma viela, uma rua escura, aonde ninguém ia. Sem graça, né? Mas esse casal se encontrava era nesse beco. E todos os dias. Na mesma hora.
20 de agosto de 2011

Amizade certa, certa amizade

Um dia, vendo certo alguém sozinho disse Deus:
“E que se faça outro alguém que ande com ele no caminho,
Alguém que o ame sempre.
Que se faça um amigo!”
E o amigo se fez. Mas ele não veio sozinho...
O amigo trouxe com ele novas companhias
E assim se fez a diversão e a alegria.


Mas um dia o certo alguém ficou triste
E Deus disse:
“E que se faça o abraço,
Gesto do amigo que irá reconfortá-lo.”
Mas o amigo, sempre muito prático,
Presenteou o certo alguém com mais que um abraço
O amigo criou o sorriso
E o certo alguém sorriu também.
E assim se fez a partilha e a união.
 
O certo alguém começou a desdenhar de seu amigo
E achar ruim a sua companhia.
O amigo chorou e pediu a Deus:
“Deus traga de volta a alegria dos velhos dias
Onde não só eu era amigo.”
E Deus criou o arrependimento,
E o colocou no coração de certo alguém.
O certo alguém, arrependido então, inventou a desculpa
E o amigo inventou o perdão.
 
Mas, o certo alguém,
Mesmo tendo um amigo,
Começa a se sentir sozinho.
E então o certo alguém conhece outro alguém
E começa a sentir uma coisa diferente.
E Deus diz:
“Que se crie o amor”
 
E o certo alguém
Sente-se completo então.
E esquece-se de seu amigo.
Pouco a pouco não há mais companhia
E nesse dia,
Nesse dia se criam as lágrimas e a despedida.
 
Depois desse dia
Deus diz:
“E que se crie o desapego,
Para que dois amigos não se separem por causa do amor”
E o certo alguém volta ao amigo
E nesse dia se cria a verdadeira amizade,
Nesse dia começa a existir a eternidade.
15 de agosto de 2011

O lucro de “Deus”

P140811_10.45

Nessa minha última viagem à Aparecida vi a minha tese fortalecida. Qual tese? A tese de que o mundo constrói uma imagem de Deus que não corresponde à realidade, uma imagem de Deus que, acredito, não corresponde ao Deus real. Vendo a riqueza material (e porque não dizer espiritual também) dessa grande Igreja, desse grande Santuário Nacional eu me lembro da história de Jesus, um homem pobre, que viveu entre os pobres, pregou para os pobres e foi condenado por quem tinha o poder e o dinheiro. Mas o tempo foi passando e os ensinamentos de Jesus de caridade, partilha e amor ao próximo foram, pouco a pouco, sendo transformados em uma religião que agora ostenta luxo e riqueza. Uma religião de Igrejas-palácio, Santuários-castelo, uma religião onde o seu principal representante veste ouro e vive entre os ricos e poderosos.
22 de novembro de 2010

Instinto animal

 
 Agora estou calmo
Daqui a alguns minutos posso não estar
E se você me quer, gato, vai ter de aturar
 
Às vezes gosto de ser mandado,
Sempre gosto de te comandar
E nunca serei submisso a você
 
Sou como a um animal e nunca irão conseguir me prender
Sou livre como um pássaro
Sou feroz como um leão
E se me decepcionar verá a velocidade de um guepardo
 
Se me tratar bem
Terá a fidelidade de um cão
O mistério e a sensualidade de um gato
Mas, sempre, a rapidez e a inquietude de um beija-flor...
 
Não crie rotinas
Não me prenda em jaulas
Meu instinto animal não gosta da mesmice
E, para fugir, Deus me deu asas
18 de novembro de 2010

Sempre juntos



Não escrevo para que se assustem…
Não escrevo para chocar e criar polêmica… Escrevo simplesmente para expressar, para tentar fazer com que compreendam. Tento alcançar o respeito mútuo, tento alcançar a igualdade por meio das minhas linhas e… Não, não se choquem com a foto acima, não se choquem com a poesia abaixo, uma poesia de esperança aos que sofrem nas mãos de carrascos ignorantes, é apenas amor! Um amor diferente do tradicional. Nem melhor, nem pior, apenas DIFERENTE.
Abaixo, a poesia SEMPRE JUNTOS, uma mensagem de esperança utilizando as cores (e o significado das mesmas) da bandeira do Orgulho Gay.


Amor...
Amo te amar
Mas te amar me faz sofrer,
Me faz chorar
To pensando em desistir de ti
Não agüento mais a confusão que provocamos aqui
Quero o inferno que me está aguardando
Se prometer ir comigo e lá continuar me amando
 
Nessas ruas já sorrimos,
Já cantamos e beijamos
Mas nessas ruas já sofremos,
Já choramos e até apanhamos...
 
Prometi sempre te amar
E estar sempre contigo
Mas não sei se consigo ser fiel a esse seu pedido
Não agüento mais tudo isso!
 
Amor...
Não fique tão triste assim!
Se agarre à luz da esperança
Porque a nossa história não tá nem perto do fim!
 
Saiba que o amor de Deus
A tudo cura,
Nossas lágrimas de dor,
Nossas feridas ganhadas nessas ruas
 
E se precisar de um abraço,
Conte sempre comigo,
Pois faça sol ou faça chuva
Sempre estarei contigo,
Como seu namorado, mas também como seu amigo...
 
E tenha calma,
Saiba que um dia tudo isso acaba...
Quando fugirmos e estivermos juntos
Sozinhos, naquela montanha que será nossa casa...
Pintando a arte de viver
 
E no final
Com o espírito renovado
Poderemos dizer:
Sofremos, sim!
Mas sempre estivemos juntos, lado a lado!