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20 de fevereiro de 2012

Críticas de Um Que Se Acha No Direito de Criticar



Sem mais armas, tanques de guerra e ameaças de bombas atômicas: a guerra agora é no plano ideológico. Vivemos em um mundo de livre expressão e eu posso criticar o que eu quiser na hora que eu quiser, onde eu quiser dentro dos meus limites. Paradoxo, mas não se engane: o ser humano não foi feito para ter uma liberdade sem limites. Os limites foram feitos para impedir com que o nosso instinto animal tome as rédeas e nos controle. Como se isso adiantasse... O instinto ainda está aí. Mais forte do que nunca, mas ainda está aí. Gostamos de acreditar que somos uma raça superior, somos bons e estamos cada vez mais progredindo, evoluindo. O instinto ainda está aí. Ainda não conseguimos deixar de odiar nossos inimigos e amar somente quem nos ama e às vezes uns “idiotas” que não sabem o que estão perdendo deixando de nos amar. Ainda não deixamos de lado o orgulho, a luxúria, a gula e todo o resto dos sete pecados capitais. Ainda não conseguimos deixar de ter escala social, classe A, B e C. Ainda não conseguimos perceber que somos semelhantes. Somos animais, movidos pelo instinto de sobrevivência que age de acordo com as novas regras que o mundo nos dita. As regras podem mudar, a “evolução” ditar novas regras, mas o instinto continua aí.

Quebramos tabus, destruímos ditaduras, combatemos injustiças e criamos a Declaração dos Direitos Humanos. Nem tudo está perdido. Ao que parece deixamos de ter escravos, as mulheres tem os mesmos direitos que os homens, a cor de pele não influencia mais em como julgamos o caráter de alguém. Hitler morreu, as duas Grandes Guerras já se passaram, o muro de Berlim foi derrubado, o socialismo praticamente dizimado. A ONU luta pela paz mundial, os homossexuais pregam o amor e o respeito em Paradas Gays que acontecem com toda a “decência” por todo o mundo. Talvez ainda haja solução.
15 de agosto de 2011

O lucro de “Deus”

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Nessa minha última viagem à Aparecida vi a minha tese fortalecida. Qual tese? A tese de que o mundo constrói uma imagem de Deus que não corresponde à realidade, uma imagem de Deus que, acredito, não corresponde ao Deus real. Vendo a riqueza material (e porque não dizer espiritual também) dessa grande Igreja, desse grande Santuário Nacional eu me lembro da história de Jesus, um homem pobre, que viveu entre os pobres, pregou para os pobres e foi condenado por quem tinha o poder e o dinheiro. Mas o tempo foi passando e os ensinamentos de Jesus de caridade, partilha e amor ao próximo foram, pouco a pouco, sendo transformados em uma religião que agora ostenta luxo e riqueza. Uma religião de Igrejas-palácio, Santuários-castelo, uma religião onde o seu principal representante veste ouro e vive entre os ricos e poderosos.