Copyright © Palavra-poeta
Design by Dzignine
Mostrando postagens com marcador instinto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador instinto. Mostrar todas as postagens
9 de abril de 2016

Sede


Foi efêmero, passageiro, eu sei
E eu sou um louco por querer tanto outra vez
Mas sei quem sou
E não sei fugir da minha sede
Pois sei que quem cede pode se saciar.
Fui um tolo? Talvez
Mas quem nunca se arrependeu do que não fez?

É loucura, carência
Talvez
Não precisa repetir o que já incorporei
Mas é os olhos nos olhos
E o toque?
E o laço do meu corpo
No seu corpo
Enlaçado o meu rosto no seu pescoço
O meu braço no seu dorso,
Dois corpos,
Sendo cobertor um do outro.
Isso tudo é pouco?
Pouco o suficiente para eu ainda ser o louco?
Ou é o bastante?
Bastante o suficiente para que aconteça novamente
10 de setembro de 2012

Ainda não somos humanos

Somos os seres humanos, por nós mesmos consagrados os sagrados animais superiores. Somos seres humanos, somos seres intelectuais e não gostamos de sermos comparados aos animais irracionais.
Mas não entendo. Por quê?
Ainda somos animais, se é que temos a pretensão de não o sermos.
Ainda somos animais demarcando o território. Animais brigando, lutando, se bombardeando por um pedaço de terra. Animais com os habitáts devastados ou mesmo roubados por outros animais.
Ainda somos animais fugindo dos nossos ecossistemas natais pois não há mais água e nem comida. Animais migrantes, errantes e que não se adaptam.
Ainda somos animais escravos do sexo. Transamos como coelhos e nos livramos de nossos parceiros como viúvas-negras. Temos um ritual de acasalamento: alguns dão flores, outros dão dinheiro. Muitos de nós são monogâmicos, outros têm um harém, pagam várias prostitutas ou têm um relacionamento aberto.
Ainda somos animais sem asas, sem nadadeiras, sem patas... Sem sonhos para voar, nadar, correr. Somos animais sem nicho ecológico, somos urubus se alimentando de lixo.
Ainda somos animais parasitas. Ainda somos animais transmissíveis de doenças como a AIDS. Somos alguns autótrofos egoístas e muitos heterótrofos famintos de comida e de vida.
Ainda somos cachorros e precisamos de um dono que nos mande ou nos maltrate. Alguns cachorros latem, outros fogem e outros morrem sem comida, sem casinha, presos na coleira da miséria.
Ainda somos animais obedecendo animais. Ainda somos animais que pensam, criam regras, desigualdades, desuniões e nos vangloriamos.
Ainda somos animais. Alguns racionais, outros irracionais e muitos sem tempo para se classificar, gastando seu tempo no trabalho ou a morrer de fome.
Ainda somos seres animais aspirantes a humanos nesse mundo moderno, civilizado e hostil.




20 de fevereiro de 2012

Críticas de Um Que Se Acha No Direito de Criticar



Sem mais armas, tanques de guerra e ameaças de bombas atômicas: a guerra agora é no plano ideológico. Vivemos em um mundo de livre expressão e eu posso criticar o que eu quiser na hora que eu quiser, onde eu quiser dentro dos meus limites. Paradoxo, mas não se engane: o ser humano não foi feito para ter uma liberdade sem limites. Os limites foram feitos para impedir com que o nosso instinto animal tome as rédeas e nos controle. Como se isso adiantasse... O instinto ainda está aí. Mais forte do que nunca, mas ainda está aí. Gostamos de acreditar que somos uma raça superior, somos bons e estamos cada vez mais progredindo, evoluindo. O instinto ainda está aí. Ainda não conseguimos deixar de odiar nossos inimigos e amar somente quem nos ama e às vezes uns “idiotas” que não sabem o que estão perdendo deixando de nos amar. Ainda não deixamos de lado o orgulho, a luxúria, a gula e todo o resto dos sete pecados capitais. Ainda não conseguimos deixar de ter escala social, classe A, B e C. Ainda não conseguimos perceber que somos semelhantes. Somos animais, movidos pelo instinto de sobrevivência que age de acordo com as novas regras que o mundo nos dita. As regras podem mudar, a “evolução” ditar novas regras, mas o instinto continua aí.

Quebramos tabus, destruímos ditaduras, combatemos injustiças e criamos a Declaração dos Direitos Humanos. Nem tudo está perdido. Ao que parece deixamos de ter escravos, as mulheres tem os mesmos direitos que os homens, a cor de pele não influencia mais em como julgamos o caráter de alguém. Hitler morreu, as duas Grandes Guerras já se passaram, o muro de Berlim foi derrubado, o socialismo praticamente dizimado. A ONU luta pela paz mundial, os homossexuais pregam o amor e o respeito em Paradas Gays que acontecem com toda a “decência” por todo o mundo. Talvez ainda haja solução.
29 de setembro de 2011

Mais uma vez amor

3048094957_205c58fe19

O amor... O amor é esquisito. Quando a gente ama parece que não racionalizamos o amor. Tem gente que fala que o amor é só pra sentir, mas se você se deixar levar pela onda do amor você se fode! Você tem que parar e analisar suas ações dentro do amor de vez em quando. Somos “humanos” pela nossa capacidade de analisar. Os outros seres agem por instinto, só para satisfazer suas necessidades. Nós analisamos o que devemos ou não fazer, o que é certo (aqui vou classificar certo como algo que faz bem para mim, pode ou não fazer bem para o meu próximo mas nunca prejudicá-lo) ou o que é errado (algo que até pode fazer bem para mim mas prejudica o meu próximo). E o amor muitas vezes nos deixa cegos. Agimos por impulso, às vezes para nos agradar e prejudicamos o outro ou para agradar o outro e nos prejudicamos.