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27 de maio de 2016

Fachada



Mudado, eu nunca mais fui o mesmo
Você sabe
Eu te odeio
E te amo
Cometo o mesmo erro
Que condeno
O orgulho é fachada
E o prédio já desabou
Você esqueceu:
Acabou!

Cato os cacos
E farrapos
Junto os trapos
Quebro os trapos,
Choro os laços quebrados
Mudaria os versos,
Desesperados, 
Se soubesse se ainda me ama
Porque o amor que tive
Ainda está intacto. 

Quando é que você vem?
Vai deixar a mala lá fora?
E esquecer o que não te convém?
As mãos que não são as minhas,
Que há anos percorrem teu corpo.
Meu corpo, 
Que não é outro,
É o mesmo que se encaixa ao teu
Nas noites de sono.
Esqueceu?
O sorriso que te pertenceu? 
O olhar que te enterneceu?
Os dedos que enrolaram seus cabelos,
Os lábios que molhavam os seus beijos,
O intelecto que o enrijeceu.
Não finja que esqueceu. 
Venha buscar, seu bobo,
Aquilo que nunca deixou de ser seu,
Não se contente com pouco. 


9 de abril de 2016

Sede


Foi efêmero, passageiro, eu sei
E eu sou um louco por querer tanto outra vez
Mas sei quem sou
E não sei fugir da minha sede
Pois sei que quem cede pode se saciar.
Fui um tolo? Talvez
Mas quem nunca se arrependeu do que não fez?

É loucura, carência
Talvez
Não precisa repetir o que já incorporei
Mas é os olhos nos olhos
E o toque?
E o laço do meu corpo
No seu corpo
Enlaçado o meu rosto no seu pescoço
O meu braço no seu dorso,
Dois corpos,
Sendo cobertor um do outro.
Isso tudo é pouco?
Pouco o suficiente para eu ainda ser o louco?
Ou é o bastante?
Bastante o suficiente para que aconteça novamente
9 de abril de 2013

O "Outro"

Quero as cartas,
Quero as flores
Destinadas a outro homem. 

Quero o seu toque, 
Quero a sua língua na minha,
Quero a morfina, 
A nicotina,
Qualquer coisa que aplaque a minha ira. 

A segunda opção sou eu,
Segundas intenções,
Segundos contados
Na cama do seu quarto.
A mim só é dado o que sobra,
Resto dos poemas,
Resto das palavras,
Resto dos suspiros.
Quero o que me falta. 

Até quando pretende me manter como amante?
Como saber o que é verdade e o que é mentira?
Como não depender das suas palavras vazias?
Diga-me!
Quais são os sinais?

Somos aqueles que permanecem com o tempo
Quais são os seus anseios?
Do que é que você tem medo?
Conte-me os seus mais íntimos segredos,
Revele-me os seus mais loucos desejos.
Compartilhe mais do que seu corpo.

Quero ser aquele que pode ser visto com você, 
A razão do seu desejo,
Uma foto em um porta-retrato,
O lugar reservado em seu carro.
Quero ser o primeiro na lista do seu amor ambíguo, 
Quero ter seu amor, 
Mesmo que seu corpo seja eternamente dividido.


13 de janeiro de 2013

Nosso segredo


Sempre o busquei
E ele sempre foi um enigma
Nunca o tive em minhas mãos
Ele sempre fugiu de mim

Eu observava, admirava
Em quem ele resolvia adentrar
Em quem eu verdadeiramente o sentia demorava um tempo
Para eu deixar de olhar, admirar
Às vezes somente olhar não me satisfazia

Arrependo-me sempre que eu agia...

Eu não sei o que me leva a ele
Às vezes eu penso que não o quero mais
Doce ilusão!

Tenho medo, mas é maior em mim o desejo
De conhecê-lo
Pois dizem ser tão bom quando ele adentra em dois
E os dois são realmente dois

Tenho medo de quando ele vem assim de repente
Ele sabe como me deixar triste
Sabe como tirar as minhas energias
O amor sempre soube estragar meus dias
E a sua falta sempre corta um pedaço da minha vida...

Quisera eu ir embora dessa vida agora
Ou simplesmente essa vontade de amor poder jogar fora

E essa poesia é nosso segredo amor
E só será revelada quando a sua falta de mim se for

TRUE LOVE 2 - The Wizard Of OZ by dronio

6 de janeiro de 2013

Passagem


kiss - Roy x Brian     by *Cris-Art  http://cris-art.deviantart.com/gallery/?offset=120#/d3g2qjs


“É só aqui que podemos nos encontrar.”
O sol se põe,
A lua aparece,
Majestosa, suprema, rainha do céu,
Portadora da noite.
Tudo é silêncio na passagem,
Dentro dessa paisagem.

É só aqui que podemos nos encontrar.
Dentro do silêncio,
No interior das minhas memórias.
Sozinhos...
Livres, enfim, de todas as promessas,
Expectativas,
Inseguranças!
Mas e as boas lembranças?

É só aqui que podemos nos encontrar.
Eu sei onde você está,
Mas resolvi não procurar.
Adeus!
A lua se vai
E o sol aparece, tímido.
A fidelidade a você um dia vai me deixar
Enquanto isso,
É só aqui que podemos nos encontrar.
27 de setembro de 2012

Entre Lobos - Parte II




Sim, ele nos tinha em suas mãos. Foi o que eu pensei na hora. Eu estava apreensivo. Como o Gabriel podia ter sido tão imprudente? A biblioteca só abre durante o dia. A biblioteca muitas vezes foi o nosso refúgio. Foi na biblioteca onde tudo começou. Foi nos primeiros dias, naqueles terríveis dias de novato. Eu estava nervoso. Eu andava tropeçando nos meus próprios pés. A biblioteca era o meu refúgio, por ser o único lugar do colégio onde os funcionários fazem vista grossa diante de badernas.
                Não sei se vocês sabem, mas Gabriel é um nome de anjo. E Gabriel parecia mesmo um anjo. Ele tinha os cabelos loiros e os olhos azuis, maravilhosamente azuis. Tão maravilhosamente perfeito. E eu ficava o observando, só para achar algum defeito. Ele ia à biblioteca. Tinha preferência pelos livros policiais. “Gosta de mistérios”, era o que eu pensava. E então eu fui me tornando um mistério, só para que ele gostasse mais de mim. Mas eu não precisava fazer muita força para ser misterioso. Ninguém me notava, aliás. Eu era o menino novato tímido que se escondia atrás dos livros. E o Gabriel era o menino perfeito, com aparência de anjo, que todos os lobos desse colégio desejavam. Mas ele não se entregava para ninguém. “É mesmo um anjo!”.
                Bem, talvez eu tenha sido um pouco exagerado ao dizer que ninguém me notava. Havia o João. No começo ele era diferente. Ele era um cara legal. Foi meu amigo durante muito tempo. Ele fazia tudo por mim, tudo mesmo. Era um grande amigo. Então eu resolvi contar sobre o Gabriel, sobre os meus sentimentos por ele. Ele ficou estranho. “O amor é uma coisa traiçoeira. Não se apaixone por esse menino!”, disse ele, com um olhar esquisito. Parecia irado. Eu fiquei me perguntando porque tinha tanto ódio do amor. Com o tempo ele foi se afastando de mim. Antes os grupos eram desorganizados, mas ele acabou se tornando um líder. Todos do grupo olhavam uns aos outros fixamente, com olhares de lobo. Pareciam que queriam devorar todos. E eles queriam devorar, literalmente. Começaram a criar as suas próprias regras. Foi mais ou menos nessa época que o Rodrigo e o Marcelo foram punidos por se amarem. João foi quem os denunciou. Ele não era o garoto que eu havia conhecido. Talvez nunca tivesse sido.
                Um dia o Gabriel me notou. Olhou para mim enquanto eu estava lendo um livro. E sorriu. Um sorriso perfeito. Todos os dentes perfeitamente alinhados, maravilhosamente brancos. Eu comecei a amá-lo nesse momento. E achei que ele também havia começado a me amar. E eu estava certo, como vim a saber depois. Eu sorri também. 
                Depois disso começamos a nos encontrar bastante na biblioteca. Na estante de livros policiais foi o nosso primeiro beijo. Era o nosso crime. O nosso crime perfeito. E também era o nosso segredo.
                - Ninguém pode saber que a gente se ama, Artur. Esse é o nosso segredo.
                Eu, por nada nesse mundo iria revelá-lo. Foi o que eu prometi pra mim mesmo.
                A gente se encontrava sempre no meu quarto. Éramos extremamente cautelosos e só nos encontrávamos nas noites em que a matilha se reunia. A matilha foi o apelido que eu dei para aquele grupo de lobos. Eles continuavam a me olhar com olhos de lobos quando eu resolvi deixar de ser o garoto que se escondia na biblioteca. A diferença é que agora eu era mais desejado. Eu andava com tanta segurança e havia adquirido tanta firmeza que eles estranharam. Tenho certeza que eles pensavam que eu escondia algo. E eles não estavam errados. “Ninguém pode saber que a gente se ama, Artur. Esse é o nosso segredo”.
                Mas, em uma noite de Lua Cheia, Gabriel foi imprudente e nos entregou. Ficamos nas mãos do João. E, desde esse dia, nossa vida no colégio se tornou um inferno.
                A primeira coisa que João exigiu foi que Gabriel se entregasse pra ele. Além disso, eu teria que observar a cena. Achei que era a pior noite da minha vida. Ter de assistir o meu amante sendo possuído por outro. E João não era nem um pouco sutil e carinhoso. Ele não passava de um brutamonte. Eu tive de me controlar para não avançar pra cima dele e enchê-lo de socos. Porém, tudo que eu fiz foi assistir a cena, em lágrimas. Eu pensei que essa tinha sido a pior noite da minha vida. Eu mal sabia como seriam as outras...
                Depois João exigiu que nós dois fizéssemos sexo em sua frente. Eu quase o soquei ao ouvir essa proposta. Isso era demais. “Mas nós temos de fazer, Artur. Não temos outra opção”. Estávamos sendo covardes. Não estávamos lutando por nosso amor, pelo nosso direito de amarmos quem quisermos. Só porque uma matilha não sabia o que era amar e ser amado, nós devíamos ser privados do amor? Não, isso não era certo. Mas eu me lembrava do Rodrigo e do Marcelo. Todas as noites eu me lembrava dos olhos roxos, os hematomas, o braço quebrado. Todos zombando de algum dos dois quando passavam. E o silêncio dos professores e demais funcionários. Isso era o que mais me matava. Eles poderiam pedir aos pais para sair do colégio, mas o que iriam dizer? Qual seria a desculpa para saírem? A verdade não poderia ser dita. Eu pensava em tudo isso. “É, realmente não temos opção”, eu concordava.
                E nós nos entregamos diante do João. E ele nos olhava. Aqueles olhos de lobo, insaciáveis. Aquele olhar sádico, depravado. Gabriel não aguentou. Ele me abraçava, chorando. Mas éramos obrigados a continuar, João o exigia.
                E as exigências continuavam. Tivemos de entrar para a matilha, participar de suas orgias, beijarmos aquelas bocas sedentas por luxúria, nos entregarmos àqueles garotos sedentos por um pedaço de carne. E era isso que eu me sentia. Um pedaço de carne. Sem coração, sem sentimento, sem emoção. Será que eles não sentiam isso? Que não passavam de um pedaço de carne sendo usada? Era o que eu me perguntava quando estava lá. E eu me surpreendia por conseguir pensar, por ainda conseguir pensar. Sem dúvidas, essas foram as piores noites da minha vida.
                
1 de setembro de 2012

Minhas estações

Nas madrugadas frias de verão
Costumava me entreter com as chuvas da estação
Rearranjando as palavras nas poesias sobre o amor
As noites resumiam-se em leveza e frescor
E, no fim, o sono trazia os sonhos típicos do coração.

Nos dias de primavera só sol e flores
Torcendo pro tempo correr pras férias da próxima estação
A alegria era duradoura na presença de tantas cores
Mesmo em meio ao desespero pela folga do verão.

O inverno secava a terra
E o frio fechava as portas de nossas casas
Mas pra mim era a felicidade de mais um ano de vida
Dentro das portas fechadas
Com família e amigos a data era comemorada.

Mas agora tudo mudou...
As estações passam lentamente e já não há mais olhos para elas
E todos os prazeres que nelas eram vividos
Tornaram-se dores, lamúrias, suspiros.
Culpa de um maldito Cupido!

Tento rearranjar meus segundos para que não haja tempo
Para pensar
Rearranjo meu dia para que não haja um minuto sequer
Disponível para lhe amar.
Esforços em vão...
O amor entra e faz bagunça no coração.

E as noites tão frescas de verão
São um temor à parte.
São horas em que preciso lidar com o inevitável fardo
De sentir a intensidade
Mesmo que eu rearranje as horas, os minutos, os segundos
Parece que sempre há uma brecha para você entrar no meu mundo
E deixar-me desfalecido.

Mesmo nos dias de primavera
Consegui achar tristeza nas flores mais belas
E, tirando as suas pétalas, vai penetrando-me a solidão,
Vem em mim entrando a insegurança
E o vento sereno traz-me as saudades do meu amado moreno.

No frio, necessito de um abraço aconchegante
E de novo a saudade sufoca-me
E, sem ar e aconchego é o meu inverno
Mesmo tão frio parece-me um inferno
De tantas lágrimas e soluços.

Ainda resta-me a esperança do outono.
No outono as folhas caem:
É tempo de recomeço.
Quem sabe essa estação traga o meu amado moreno...
Quem sabe as folhas que caem nas cidades
Levem com elas essa minha intensidade...

19 de julho de 2012

Reviravoltas - Parte I




E então ele me pergunta:
- Quem sou eu pra você? O que eu significo na sua vida?
É o fim. Foi o que eu pensei. O fim pra mim, porque, para ele, era apenas o começo. O começo no qual ele sentiria tudo aquilo que eu já havia sentido, no qual ele sofreria tudo aquilo que eu já havia sofrido. Tão fácil livrá-lo de tudo isso. Mas bastava apenas uma palavra, “nada”, e ele seria humilhado e maltratado como eu havia sido.
Voltemos ao começo. Um idiota, romântico e sentimental e o objeto do seu sentimento. O cara desejado, seguro de si, bonito, elegante. Traduzindo: aquele que nunca vai te dar bola! Mas você o ama e o admira. Meio de longe. Afastado. No seu interior você sabe que não passa de um amor platônico, impossível de ser realizado. Foi o que eu pensei.
Um dia começo a olhá-lo, admirá-lo e meu olhar se perde. Ele percebe que está sendo observado, eu não. Quando dou por mim ele está sorrindo. Um sorriso perfeito. Com certeza é um sonho, mas não era. E então ele entra na minha vida. Começa a conversar comigo. E o idiota romântico e sentimental se torna a presa tímida e arredia. E talvez, por isso ser apenas um jogo, tenha durado tanto.
Boatos começam a correr. Na escola, começo a ser observado. Eles dão risadas quando passo. “Foi ele!”. Na sala ainda me olham, ainda dão risadas. Alguns nem sequer disfarçam. “O que será que ele andou falando?”. O pior é que não havíamos sequer nos beijado. Era apenas um jogo. E ele parecia que não estava a fim de desistir, pra ter colocado o jogo em risco dessa maneira. “Talvez não tenha sido ele”. Era a voz do meu coração. “Sim, não foi ele! Talvez seja a minha roupa. Talvez esteja rasgada ou algo assim...”. E eu sabia que não estava. Mas coração é assim... Tão forte que consegue acalmar a voz gritante da razão.
O sinal bate. Era a hora de saber o motivo da minha angústia. E, no corredor, fico sabendo. Ele está lá, com os seus amigos. Olha pra mim e sorri. Mas não é aquele sorriso. É um sorriso cínico, de deboche. E, sorrindo assim, ele caminha em minha direção. Os seus amigos o seguem, trazendo em seus rostos o mesmo sorriso cínico e malicioso.
- Olá mocinha!
Continuo calado, olhando em seus olhos, procurando por aquele olhar que, nos dias anteriores, havia me trazido tanta paz e conforto. Percebi que ele hesitava me olhar nos olhos, agora. O sorriso sumiu. Por alguns segundos. Fixou os olhos nos meus e então sorriu maliciosamente. “Ele não quer fazer isso”, razão e coração sabiam disso. “Mas ele não hesitará em fazer. Um garoto como ele não colocaria sua reputação em risco”.
- Eu disse olá para a mocinha. Ela não vai me responder?
Os amigos dele davam risadas estrondosas. Eu chorava por dentro, mas por fora eu continuava olhando fixamente para ele. Ele procurava não encarar o meu olhar. Olhava para os seus amigos, mostrava as mensagens em seu celular. “Eles descobriram e acuaram-no. Ele teve que fazer isso! Eu sou apenas o bode expiatório...”.
Eu me virei e continuei andando. Fui embora, escutando risadas e mais risadas até chegar ao portão. Nesse momento eu já não tinha mais coração. Esse foi um começo e um fim. Começo de um novo eu e o fim do antigo cara romântico e sentimental. 

*  *  *

Eu sofri. Foram tantos apelidos, tantos boatos. Os professores notavam que alguma coisa estava acontecendo. Minhas notas iam piorando, quase não prestava atenção nas aulas. Fui chamado na diretoria. O diretor perguntou o que estava acontecendo, se eu estava tendo algum problema em casa ou algo do tipo. Como podiam ser tão cínicos? Eles sabiam o que estavam acontecendo. Os professores ouviam os apelidos, as piadas. Muitas vezes riam delas, disfarçadamente, claro. E eu estava lá, na mesa do diretor, ele me perguntando se eu estava tendo algum problema. É óbvio que ele sabia. Aquele cara sentimental, tímido e resignado não diria nada. Mas aquele cara havia morrido. Olhei em seus olhos e disse:
- Tenho certeza que sabem o que vem acontecendo. E tenho certeza também que não vão fazer nada a respeito. Tudo que querem é que eu me foque mais nos estudos.
O diretor ficou um pouco surpreso. Com certeza não esperava uma resposta dessas do “garoto comportado”, que sempre tirava boas notas e respeitava professores e alunos. Mas eu havia ouvido conversas entre os professores. “Ah, você sabe como é a adolescência! Eles ficam tão confusos com tudo. Espero que ele tire isso da cabeça. É um menino tão bom!”. E por que eu não poderia ser um menino bom, mesmo gostando de quem eu gostava?  Não, eu não iria mudar apenas porque eles não aceitavam.
- As minhas notas vão melhorar, diretor. Não se preocupe com isso!
Ele afundou na poltrona, aliviado. Sorriu e disse que já podia ir pra minha sala de aula.
Esperei os boatos da “minha mocidade” sumirem. Fofocas eram o que menos faltavam naquela escola e, depois de uns três meses, eu fui esquecido. Zoar a mocinha da escola já não tinha mais graça porque eu não me importava. Sorria maliciosamente. Era o que eu precisava. Eu voltei a procurá-lo. Agora era preciso mais cuidado. Nada de mensagens no celular ou sorrisos disfarçados durante o intervalo. Saber da sua rotina ajudou com meu plano. Ao acabar a aula e depois de sair aprontando com os seus “amigos” populares ele ia sozinho pra casa. Segui-o. Sozinho, ele era muito mais bonito. Estava andando cabisbaixo, com fones de ouvido e observando as paisagens. Eu me aproximei. Aquela rua era deserta, assim não havia perigo de ninguém nos ver.
- Olá!


Continua...