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21 de janeiro de 2011

Chove chuva de amor




Chove chuva grossa
O meu amor de mim se aproxima...
E a chuva afina
 
Mais perto ele chega
Meu corpo se incendeia
E a chuva engrossa novamente...


 
Um passo para trás
E eu encosto-me à parede do beco
Ele dá um passo à frente
E encosta-se a mim
E novamente vem a chuva fina...
 
Pinga, pinga, chuva fina!
No lugar da minha agonia,
No lugar da minha perdição!
 
Mais um beijo intenso
E a chuva grossa reaparece
Trazendo o vento
 
Molhados,
Ensopados
Abraçados dois namorados
 
A nossa roupa incomoda
Nossos corpos grudam
E mais uma vez a fina chuva
 
Vamos tirando tudo selvagemente
Amor, beijo e força
Novamente, finalmente...
Chuva grossa
 
E já pelados
Abraçados, colados
Mesmo corpo, mesma alma
Naquele ameno clima
A chuva afina...
 
Satisfeitos
E já das roupas
Refeitos
Cada um para um lado
Mas o beco é lugar marcado
Nos dias de chuva
Pois foi o lugar da primeira vez de amor daqueles garotos apaixonados
20 de janeiro de 2011

Relacionamentos: os dois lados da moeda

Olá galera!
Hoje estava dando uma olhada nas postagens do blog e vi que as partes em que faço comentários sobre as poesias ou as partes que apenas discurso sobre algum assunto em particular são bem interessantes. Resolvi então me dedicar mais à escrita sobre os mais variados assuntos. Isso, é lógico, sem deixar de lado as poesias e os poemas.
Estou de férias e por isso dei uma boa sumida aqui do blog (quase um mês, rsrs). Mas agora tentarei arranjar um tempo para fazer a devida publicidade do blog e procurar alguns assuntos interessantes para postar aqui no blog.
Hoje vou falar de uma coisa que pode ser boa, mas que às vezes costuma ser beeem complicado: os relacionamentos. Tanto amorosos, quanto fraternais, lidar com as pessoas costuma ser uma coisa bem complexa. Há pessoas que não se abrem para relacionamentos, pessoas fechadas pro mundo, assim como há pessoas super fáceis de lidar, que vivem rodeadas de pessoas, as chamadas “carismáticas”. Há muitos outros fatores que atrapalham os relacionamentos entre duas pessoas: inveja, ciúmes, possessividade, entre outros.

Quando se trata de relacionamentos amorosos então… Nem se fala! As pessoas devem ter liberdade dentro dos relacionamentos, se não se torna aquela coisa monótona, que cai na rotina. Se há liberdade, logicamente, não há possessividade e nem ciúmes doentio. Também é muito importante que as pessoas que estejam passando por um relacionamento amoroso não “caiam” muito dentro e esqueçam do mundo ao redor porque pode ser que um dia o relacionamento amoroso acabe e a pessoa não vai ter mais ninguém pra contar, pra chorar, pra desabafar. E aí, o jeito é ouvir I Will Survive e chorar só, em casa (haha, poizé!")
Bem, galera! Agora eu gostaria de um apelo para vocês deixarem seus comentários, néh? Nenhum comentário  no blog rsrs! Qual seu modo de se relacionar e o que você acha que mais atrapalha nos relacionamentos ? Conto com a opinião de vocês!
24 de dezembro de 2010

Essência

Olá! Galera, gostaria de pedir desculpas devido a minha looonga ausência no blog. Escrevi algumas poesias durante a minha ausência, mas são poesias um pouco “desabafantes”, aquelas que a gente escreve apenas para que nós mesmos entendamos um pouco de nós mesmos. Bem, eu faço isso com as poesias. São um modo pelo qual eu consigo entender meus sentimentos e extravasar um pouco deles.
Essa poesia que eu vou postar hoje é uma poesia também das que eu disse acima, mas é uma poesia que eu gostaria de partilhar com todos pois é uma poesia sobre tudo que nós, os “verdadeiros”, sentimos. Não estamos vivendo a toa, galera. Estamos vivendo para fazer daqui um mundo melhor, dia a dia, quebrando tabus, derrubando velhos preconceitos, destruindo mitos. Quem sabe daqui a alguns anos nossos netos, bisnetos vivam em um mundo onde todos possam se amar, independente do sexo, e esse mundo foi plantado por nada menos do que nós! Sim!!


16 de dezembro de 2010

Sem conjunções

Mundo.
Pessoas. Cidades. Ruas. Casas. Famílias.
Eu. Eu sinto. Eu vejo. Eu tento.
Caminho. Me perco. O mundo tão grande se fecha. Se abre. Dá esperanças. O vento leva embora.
Eu. Eu sinto. Eu vejo. Eu tento.
Amor. Dizem que preciso. Acredito. Luto. Me perco. O mundo tão grande se fecha. De novo.
Eu. Eu canso de sentir. Eu canso de ver. Eu canso de tentar.
Ele. Ele ainda está aqui. Ele ainda não se foi. O que acontece? Acontece o que?Comigo? Com ele?
Confuso. Como um poema. Sem conjunções. Eu me sinto.
12 de dezembro de 2010

Quando nossos pais se tornam “os inimigos”

A adolescência chega em nossas vidas e com ela o despertar da nossa sexualidade. Talvez com alguns antes mesmo da adolescência, com outros já na fase adulta, mas em algum momento de nossas vidas nos damos conta de que o que é considerado certo pela nossa sociedade não nos interessa e a partir desse momento é como se o mundo todo começasse uma guerra contra nós.
Tudo começa dentro de casa. Para alguns, o que mais machuca, o que mais dói é saber que não somos aquilo que nossos pais esperavam de nós, que eles irão ficar tristes, até mesmo revoltados, por sermos o que somos. Muitas pessoas resolvem adentrar nos chamados “namoro de fachada”. Aquele garoto gay e sua amiga lésbica fazem uma aliança para evitar a fadiga das intermináveis perguntas sobre os namorados/namoradas em casa. Outros mesmo resolvem namorar pessoas do sexo oposto para ver se conseguem fugir desse desejo pelo “proibido” ou também para não magoar os pais.